Gabinete de Thiago Rangel é Destituído
O presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Douglas Ruas, anunciou a destituição do gabinete do deputado estadual Thiago Rangel, que foi preso no dia 5 de maio durante uma operação da Polícia Federal. A ação faz parte das investigações sobre suspeitas de desvios de recursos ligados à Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro (SEEDUC).
A medida foi formalizada durante uma reunião com líderes da Alerj na última terça-feira (12). Thiago Rangel enfrenta investigações sérias que envolvem desvio de verbas e irregularidades em contratações de serviços e aquisições de materiais para as escolas estaduais. Segundo informações, ele seria parte de um esquema que direcionava contratações de maneira ilegítima.
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Além da destituição de seus assessores, Douglas Ruas consultou a Procuradoria da Assembleia para determinar a convocação do suplente de Rangel. Pelo partido Avante, o primeiro suplente é Wellington José, que deve assumir a vaga em breve.
Processo Disciplinar em Andamento
A Alerj também comunicou que o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar abrirá um processo disciplinar para investigar a conduta do deputado. A Assembleia se comprometeu a seguir todas as diretrizes estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), inclusive afastando Rangel de suas funções enquanto as investigações estão em curso.
A prisão de Thiago Rangel ocorreu durante a quarta fase da Operação Unha e Carne, que investiga o vazamento de informações sigilosas por parte de agentes públicos. As apurações revelaram que, após a liberação de recursos públicos, sócios ou advogados envolvidos no esquema realizavam saques seguidos de depósitos em empresas pertencentes a membros da organização criminosa.
Implicações e Reações
Os valores desviados, conforme as investigações, eram misturados com recursos lícitos em contas de uma rede de postos de combustíveis, que seria gerida pelo líder do grupo criminoso. O dia da operação, 5 de maio, foi marcado por um grande efetivo policial, com sete mandados de prisão preventiva e 23 mandados de busca e apreensão, abrangendo diversas cidades do estado, como Rio de Janeiro, Campos dos Goytacazes, Miracema e Bom Jesus do Itabapoana.
Rangel, que é próximo do ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, e do atual governador Cláudio Castro, tem enfrentado um momento delicado. Sua filha, Thamires Rangel, foi indicada ao cargo de subsecretária de Ambiente e Sustentabilidade aos 19 anos, mas acabou exonerada pelo governador interino Ricardo Couto. Em nota, a defesa de Thiago Rangel lamentou a situação e enfatizou que o deputado nega qualquer irregularidade. “Recebemos a notícia da operação com surpresa. Neste momento, estamos buscando nos inteirar dos fatos e reafirmamos a confiança nas instituições e no devido processo legal”, informou o advogado do parlamentar.
Vale ressaltar que Thiago Rangel é o terceiro parlamentar a ser preso pela Polícia Federal durante esta legislatura, destacando a crescente preocupação com a governança e a transparência nas ações dos representantes públicos no estado.

