Uma Celebração das Artes e Histórias
Situado à beira da Baía de Guanabara, no coração pulsante do Centro do Rio de Janeiro, o Paço Imperial é um dos mais significativos marcos da cultura e da história carioca. Construído em 1743, com sua arquitetura colonial portuguesa, o edifício já foi residência de vice-reis e sede do Império, vivenciando momentos cruciais da história brasileira, como o emblemático Dia do Fico, em 1822, e a assinatura da Lei Áurea, em 1888. Além disso, foi o cenário das últimas horas do imperador Pedro II no Brasil, antes de seu exílio.
Fazendo parte do patrimônio cultural do Brasil, o Paço Imperial se transformou em um centro cultural há 40 anos, dedicando-se a promover exposições de arte contemporânea, popular, arquitetura, design e patrimônio histórico. Para celebrar quatro décadas de atividades, o espaço dá início neste sábado (28) à exposição “Constelações – 40 anos do Paço Imperial”, que reúne cerca de 160 obras de mais de 100 artistas renomados.
Artistas como Adriana Varejão, Amilcar de Castro, Anna Maria Maiolino, Arthur Bispo do Rosário, Beatriz Milhazes, Hélio Oiticica, Luiz Aquila, Lygia Clark, Marcela Cantuária e Roberto Burle Marx marcam presença na mostra, que promete encantar o público.
Os curadores Claudia Saldanha e Ivair Reinaldim explicam que o conceito da exposição se inspira na ideia de “constelações” de Walter Benjamin. Essa abordagem propõe um conjunto de obras que não possui hierarquia ou linearidade, permitindo que o público crie seu próprio percurso ao longo dos 12 salões e dois pátios internos do Paço.
Um dos pátios, por exemplo, abriga um jardim em homenagem a Roberto Burle Marx, destacando sua significativa influência nas artes e no paisagismo brasileiro. Entre as inovações trazidas pela mostra está a obra “Agrupamento”, de José Damasceno, que utiliza materiais encontrados na feira de antiguidades da Praça XV.
Além da exposição, a programação do Paço Imperial inclui seminários, oficinas e atividades educativas, reforçando sua importância como referência cultural no país. A história do Paço Imperial também é marcante no cenário artístico nacional e internacional. Em 1986, o espaço realizou retrospectivas de Hélio Oiticica e Lygia Clark antes de suas exibições em grandes centros internacionais, consolidando-se como um polo de reconhecimento artístico.
Com entrada gratuita e em uma localização estratégica, o Paço Imperial busca aproximar a arte da comunidade, promovendo a diversidade cultural e o acesso à cultura para todos. A exposição “Constelações – 40 anos do Paço Imperial” estará disponível para visitação até 7 de junho, de terça a domingo e em feriados, das 12h às 18h, na Praça XV, 48, no Centro do Rio de Janeiro.

