Futuras estrelas do futebol brasileiro se inspiram na seleção a um mês do Mundial
A poucos dias da estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo masculina de futebol, o desejo de experimentar a emoção de competir nas próximas edições do mais prestigiado torneio da modalidade é palpável entre os atendidos pelas Vilas Olímpicas da Secretaria Municipal de Esportes do Rio de Janeiro. Crianças e adolescentes, que vão de atletas em ascensão a apaixonados pelo mundo do futebol, aguardam ansiosos o evento que começa no dia 11 de junho.
— As políticas públicas da secretaria permitem que nossos alunos vejam o esporte de alto rendimento como uma possibilidade real. Temos 28 equipamentos espalhados pelo município, oferecendo diversas modalidades e atividades, incluindo o futebol. Isso também ajuda a cidade a entrar no clima de grandes eventos, como a Copa do Mundo — ressalta Bruno Ramos, secretário de esportes. A edição deste ano será realizada em conjunto pelos Estados Unidos, Canadá e México.
Um dos pequenos sonhadores é Pedro Lopes, de apenas 7 anos, que não consegue parar de pensar nos ídolos do futebol mundial e nas partidas emocionantes que estarão no calendário até a grande final, marcada para 19 de julho no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Estudante da Vila Olímpica Jorginho da SOS, localizada no Complexo do Alemão, Pedro espera grandes exibições da seleção canarinha: com cinco títulos mundiais, o Brasil tem a chance de retornar ao topo após 24 anos de jejum.
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— Acredito que o Brasil tem grandes chances de ser campeão. O time possui jogadores talentosos. Eu acho que o Vinícius Júnior será o destaque, pois já foi considerado o melhor do mundo! — afirma Pedro. O futebol também contribui para que ele se integre com os colegas durante a infância. — Adoro jogar com meus amigos, ajudar minha equipe e fazer gols. Sou fã de driblar — compartilha.
A mãe de Pedro, Bruna Lopes, destaca que o amor pelo futebol tem incentivado a dedicação do filho. Recentemente, ele começou a treinar no Madureira Esporte Clube, uma equipe tradicional da Zona Norte do Rio, e o desempenho positivo entre os colegas da mesma idade tem alimentado o sonho de que, um dia, ele represente o Brasil em um Mundial.
— Desde muito pequeno, ele sempre foi apaixonado por futebol, costumava brincar com o pai. Com o Mundial de 2026, ele terá uma visão mais clara da competição. Na última edição, ele era muito pequeno e não deve ter muitas lembranças. Agora, está animado e quer assistir aos jogos. Sonha em jogar em um grande clube — revela Bruna.
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A trajetória da seleção brasileira na Copa do Mundo começa no dia 13, enfrentando o time do Marrocos, no mesmo estádio que sediará a decisão em julho. Na fase inicial, a equipe também jogará contra o Haiti no dia 19 de junho e contra a Escócia, em 24 de junho. Enquanto isso, Kayke dos Santos, de 15 anos, também almeja fazer parte desse grande evento. O jovem, aluno da Vila Olímpica Apolinho, na Gamboa, já participa de competições pelo America Football Club e sonha em se tornar um jogador profissional.
— Estou na Vila desde o ano passado e tenho acesso a professores incríveis e uma ótima estrutura. Isso tem sido fundamental para minha rotina de treinos, melhorando meu desempenho físico e promovendo convívio com outros jovens que também buscam se desenvolver — explica Kayke, que sonha em um dia jogar ao lado de estrelas como Rodrygo e Raphinha, sob o comando do renomado treinador italiano Carlo Ancelotti.
Adailton Souza, tio de Kayke, destaca que o futebol sempre fez parte da vida do garoto. Desde pequeno, jogar com amigos era uma constante, levando a família a continuamente repor peças do uniforme que se desgastavam. Atualmente, o esporte se apresenta como uma alternativa para Kayke, que, além de buscar o sonho de se tornar um atleta de alto rendimento, vê na modalidade uma ferramenta de transformação social.
— O ambiente da Vila Olímpica é excelente. Ele preenche a rotina dos meninos, que vão aos treinos todos os dias e participam de diversos projetos. Isso se combina com a escola e outras atividades esportivas. O futuro é imprevisível, mas quem sabe essa paixão pelo futebol não se transforme em uma carreira? — reflete Adailton.
No primeiro trimestre de 2026, as vilas olímpicas contabilizavam 55.937 alunos, com uma equipe de 486 professores de Educação Física. Atualmente, 19 unidades oferecem aulas de futebol, incluindo as de Clara Nunes em Acari, Mané Garrincha no Caju, e Jorginho da SOS no Complexo do Alemão, entre outras. Para se inscrever nas turmas de futebol, os interessados devem procurar cada unidade para verificar a disponibilidade de vagas conforme a faixa etária. Por exemplo, na Gamboa, o atendimento ocorre de terça a sexta-feira, das 8h às 17h, enquanto no Complexo do Alemão, o horário é de segunda a sexta, das 9h às 18h.

