Detenção em Operação Policial
Nesta quarta-feira, 7 de fevereiro, uma operação da Polícia Civil da Paraíba culminou na prisão de Joedson Borges, o secretário municipal de Esportes de Pilar. A ação, que visa desmantelar uma rede de tráfico interestadual de drogas, também resultou na execução de oito mandados de prisão e 12 de busca e apreensão nas cidades de João Pessoa e Pilar. Além disso, um bloqueio financeiro de R$ 12 milhões foi implementado em conexão com o esquema investigado.
Segundo o delegado Diego Beltrão, responsável pela operação, a investigação revelou que Borges teria adquirido uma quantidade significativa de entorpecentes, possivelmente destinada à distribuição. Esse desdobramento levanta preocupações sobre a ligação entre figuras públicas e a criminalidade organizada.
A Prefeitura de Pilar foi contatada pelo g1 para comentar sobre a prisão do secretário, mas não obteve resposta até a atualização desta reportagem. A defesa de Joedson Borges também não pôde ser encontrada para se manifestar sobre as acusações.
Operação em Andamento
Até o momento, sete indivíduos foram detidos no decorrer da operação. As investigações apontam que os suspeitos desempenhavam papéis fundamentais no envio de drogas provenientes do Acre e na sua distribuição dentro do território paraibano. A ação da Polícia Civil é um reflexo da crescente preocupação com o tráfico de drogas na região.
De acordo com o delegado, a operação não apenas identificou os membros da organização criminosa, mas também desvendou um esquema financeiro complexo que sustenta essas atividades ilícitas. “A nossa equipe foi capaz de mapear toda a organização criminosa, sua estrutura e a movimentação financeira que a acompanha. Durante a operação, apreendemos uma quantidade considerável de drogas e armamentos. Os entorpecentes estavam chegando à Paraíba vindos do Acre”, declarou Beltrão.
A investigação teve início em setembro de 2022, após a apreensão de cerca de meia tonelada de skunk no bairro de Mangabeira, em João Pessoa. A partir desse evento, a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO) intensificou os esforços para rastrear os responsáveis pela remessa e pela coordenação da carga.
A Polícia Civil informa que as investigações continuam em curso e não descarta a possibilidade de uma nova fase da operação no futuro próximo, à medida que mais informações forem coletadas e novos alvos forem identificados.

