Morte de Ives Macena marca uma perda significativa para a cultura carioca
Na última terça-feira, dia 6 de junho, Ives Macena, aos 74 anos, deixou este mundo, deixando um legado profundo para a cultura nas zonas Norte e Oeste do Rio de Janeiro. Embora a causa de sua morte ainda não tenha sido divulgada, sua contribuição à democratização do acesso à cultura na cidade é inegável.
Residindo em Campo Grande, na Zona Oeste, Ives foi o criador da primeira lona cultural da capital fluminense. Sua ideia inovadora de utilizar estruturas que lembram circos para promover o acesso à cultura em áreas historicamente marginalizadas originou o que hoje conhecemos como a rede de Arenas e Areninhas Cariocas. Este projeto foi mais do que uma simples iniciativa; tornou-se uma política pública exemplar que ampliou as oportunidades culturais para muitos cariocas.
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Como produtor cultural, Ives Macena deixou uma marca indelével no cenário artístico da cidade. Ele se destacou não apenas por seu papel de liderança, mas também pelo incentivo que deu a artistas populares e pelo fortalecimento de espaços culturais comunitários. Em reconhecimento a essa trajetória, em 2024, Ives recebeu o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, um testemunho de sua importância para a cultura brasileira.
Uma reportagem veiculada por O DIA em 13 de março revelou que a família de Macena estava em busca de melhorias para o espaço cultural que administram há gerações. Christian Pierini, um dos diretores do teatro e filho de Ives, relembrou a história do local: “Fundado em 1958, era um teatro a céu aberto que ficou desativado durante o regime militar. Nos anos 1980, minha mãe Regina Pierini, meu pai Ives Macena e eu reativamos o espaço. Eu era muito jovem na época, mas comecei a colaborar na produção de eventos e peças. Meu pai percebeu a necessidade de proteção para o teatro, então iniciamos uma campanha e recebemos uma lona da extinta Fundação RioArte, resultado da Eco 92. E assim, continuamos nosso trabalho”, compartilha Christian.
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A secretaria de Cultura do Rio de Janeiro, em uma nota nas redes sociais, enfatizou a relevância de Macena na transformação da cultura carioca, descrevendo-o como um “grande visionário” que reconheceu nas lonas uma maneira acessível de levar arte e cultura às Zonas Norte e Oeste.
Por enquanto, detalhes sobre o velório e o sepultamento de Ives Macena ainda não foram divulgados, mas sua memória e legado certamente permanecerão vivos na rica tapeçaria cultural do Rio de Janeiro.

