Desafios Políticos e Alianças Complicadas
Nos últimos dias, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, cedeu a um acordo que coloca o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro como primeiro-suplente do aliado André do Prado (PL), atual presidente da Assembleia Legislativa (Alesp) e pré-candidato ao Senado. Além disso, Tarcísio aceitou a indicação de um segundo-suplente polêmico: o dentista e ex-prefeito de Holambra, Fernando Fiori de Godoy, que já havia criticado o governador, chamando-o de “171” durante a campanha de 2022.
O governador deixou claro que não pretende mais se envolver em discursos inflamados na Avenida Paulista, como fez no ano anterior, quando, ao lado do pastor Silas Malafaia, se referiu ao ministro Alexandre de Moraes como tirano, diante de um grande público. Com a proximidade das eleições, as agendas com Flávio Bolsonaro em São Paulo têm sido reduzidas. Embora caminhadas em eventos como a Agrishow, a principal feira de agronegócio do Brasil, possam ser realizadas, visitas a áreas dominadas por petistas serão evitadas, uma vez que Tarcísio não quer que sua imagem se associe à do filho de Bolsonaro. Pesquisas recentes da Quaest indicam que 38% dos paulistas não votariam em Tarcísio sob nenhuma circunstância, um número que sobe para 53% quando o nome de Flávio é mencionado.
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Além do filho de Bolsonaro, o governador enfrenta outras dificuldades políticas que deseja superar em seu segundo mandato. Embora existam agendas programadas para o próximo mês em Campinas e Sorocaba com o ex-secretário de Segurança, Guilherme Derrite, a relação entre eles azedou há tempos. A possibilidade de que Derrite, um ex-integrante da Rota, retorne à administração de Tarcísio é considerada remota, já que ambos têm se criticado em diversas ocasiões, apesar de dividirem a mesma equipe de marketing.
Tarcísio considera um erro ter confiado o comando das polícias a alguém que, desde o início, tinha ambições políticas próprias. A insatisfação do Partido Progressista (PP) com o governador tem sido vocalizada por Derrite, que já expressou que o partido chegou a cogitar romper alianças devido à “falta de atenção” percebida por parte do governo.
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Fonte: belembelem.com.br
A mais recente “bola de ferro” que Tarcísio deseja remover é a relação com Gilberto Kassab, presidente do PSD e ex-secretário de Governo do estado. Embora ambos neguem desavenças publicamente, a relação entre eles esfriou desde que Kassab foi descartado como candidato a vice. Recentemente, Tarcísio confirmou a chapa com o nome de Felício Ramuth, que deixou o PSD para se filiar ao MDB.
Com o objetivo de fortalecer sua posição política, um novo trio surgiu dentro do Republicanos para substituir Kassab nas relações políticas em São Paulo: o ex-governador Rodrigo Garcia, o atual secretário de Governo, Roberto Carneiro, e o ex-tucano Marco Vinholi, que irá concorrer a uma cadeira na Câmara dos Deputados. O foco agora é nas eleições municipais que se aproximam, já que o PSD cresceu de 67 para 206 cidades sob sua influência nos últimos dois anos, enquanto o Republicanos liderado por Tarcísio, que atualmente controla 82 municípios, busca desbancar a legenda de Kassab.

