Arte Core 2026 retoma presença no cenário cultural do Rio
Depois de cinco anos afastado do calendário cultural carioca, o festival Arte Core está de volta ao Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio), no Flamengo. Nos dias 29 e 30 de agosto, a nona edição do evento transforma o museu e seus arredores em um espaço pulsante dedicado à cultura urbana e contemporânea, reunindo artes visuais, skate, música, moda, oficinas e encontros. Criado em 2013, o Arte Core sempre buscou aproximar diferentes linguagens e públicos, e nesta edição destaca o tempo como fio condutor, explorando o processo artístico em meio à rapidez da produção e consumo atuais.
Programação gratuita e aberta a todos no MAM Rio
Com entrada gratuita e classificação livre, o festival disponibiliza ingressos para retirada pelo Sympla a partir das 11h do dia 25 de agosto. Essa edição traz novidades como a Arte Craft, feira que acontece na sexta-feira (28), a partir do meio-dia, na Varanda do MAM. A feira reúne artistas, coletivos, galerias, editoras e iniciativas independentes, com destaque para a arte impressa, ampliando a circulação dos trabalhos e a interação entre criadores e público.
Dentre os expositores estão nomes como Kenner, Lithos Edição de Arte, Ponte Cultural, Bruno Big & Lev, Filipe Grimaldi & Suvinil, RJ Vandal & Casa Noz, Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro (SMC), Tu Tá no RJ e Café Preto Tattoo. A feira também promove mesas de discussão e exposição com participantes como Pavilhão Maxwell Alexandre, Felipe Guga, Futuro Suburbano, RL Escritório de Arte, Rodrigo Rosm, Marujo, Thulio Monteiro e outros.
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Arte visual com diversidade regional e crítica cultural
Entre os artistas visuais presentes, o festival reúne nomes de várias regiões do país: Amanda Nunes e Gugie Cavalcanti, do Distrito Federal; Charles Lessa, do Ceará; Conativo, Dolores Essos, Matheus Abu, Thaís Iroko e Alberto Pereira, do Rio de Janeiro; Robinho Santana, de São Paulo; Luna Bastos, do Piauí; Maria de Lourdes Santiago, do Rio Grande do Norte; Mariê Balbinot, de Erechim (Rio Grande do Sul); e Gustavo Magalhães, de Curitiba. PH, curador das artes visuais, comenta que a seleção propõe uma reflexão sobre a brasilidade, com olhares que descentralizam o pensamento tradicional para formar um conceito multicultural, mais rico e diverso, rompendo estereótipos pré-estabelecidos.
Oficinas artísticas para aproximar o público da criação
O público pode participar ativamente das oficinas de pintura, desenho, colagem, grafite e outras técnicas, conduzidas por artistas como Marcelo Macedo, Bruno Big, Antonio Ton, Thais D’Oliveira, Igor Izy, João Lelo, Talita Persi e Alberto Pereira. As atividades estimulam a experimentação e o contato direto com o fazer artístico, valorizando o processo de criação que o festival quer destacar.
Moda, arte urbana e ação social no Arte Core
O festival também traz a parceria com a Pool Jeans, marca da Riachuelo, que ocupa um espaço dedicado à moda, criatividade e impacto social. Durante o evento, o público pode doar peças de roupa que serão encaminhadas a instituições parceiras, além de participar de uma ação especial de customização. Essa iniciativa reforça o compromisso da marca com a circularidade e a transformação da moda por meio da arte.
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A Kenner, marca carioca parceira pela primeira vez, oferece ativações que refletem sua ligação com a cultura urbana. Nos dois dias do festival, quem passar pelo espaço da marca poderá grafitar um ambiente exclusivo. O coletivo Futuro Suburbano, convidado pela Kenner e pelo Arte Core, realiza a curadoria do projeto Portas Abertas, que destaca a potência criativa dos subúrbios e comunidades, reunindo 36 artistas periféricos e de grupos historicamente minorizados em uma galeria com diversas vozes e linguagens.
Som e movimento: música e skate completam a experiência
A programação musical, selecionada por Daniel Tamenpi, traz DJs que criam sets exclusivos a partir de discos de vinil, além do rapper BNegão e do artista FBC, que apresenta um pocket show gratuito no domingo à noite, promovido pela Kenner. Essa mistura de ritmos e referências reforça a conexão do festival com as raízes urbanas e a diversidade cultural.
História e continuidade do Arte Core no Rio
Ao longo de seus 13 anos, o Arte Core revelou e projetou artistas como Fefe Talavera, Derlon, Bozo, Zéh Palito, Miguel Afa, Wallace Pato, Mulambo, Bruno Lyfe, Larissa de Souza, Speto, Hanna Lucatelli, Bruno Big, Helen Salomão e Maxwell Alexandre. Com oito edições realizadas até 2021, o festival retorna ao Rio com uma nova proposta, enfatizando o tempo como elemento fundamental do processo criativo e reafirmando seu papel na cena cultural carioca.

