Um Passo à Frente na Modernização da Hotelaria
A adesão de meios de hospedagem à nova Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH) em formato totalmente digital teve um crescimento de 20% desde a última sexta-feira (17). Esse avanço já contabiliza 4.077 estabelecimentos em todo o Brasil, que agora oferecem um check-in mais ágil aos seus clientes.
Desenvolvida pelo Ministério do Turismo em parceria com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), a plataforma permite que o processo de identificação em hotéis, pousadas, resorts e outros tipos de acomodações seja feito de forma antecipada. Utilizando o sistema Gov.br, os hóspedes podem finalizar o check-in rapidamente por meio de leitura de QR Code, link compartilhado ou dispositivo disponibilizado pela própria hospedagem.
A implementação completa deste sistema, que se inspira na praticidade dos check-ins de aeroportos e que já estava em fase de adaptação desde novembro de 2022, tornou-se obrigatória a partir da última segunda-feira (20).
Benefícios para Viajantes e Estabelecimentos
Gustavo Feliciano, ministro do Turismo, destacou que a modernização na hotelaria brasileira vai além da mera digitalização de documentos, impactando diretamente na qualidade percebida pelos visitantes no Brasil. “Nosso objetivo central é o bem-estar do viajante. Com a Ficha Digital de Hóspedes, estamos eliminando filas e proporcionando um acolhimento mais digno e seguro nos meios de hospedagem de todo o país. A adesão total ao sistema—que estamos incentivando desde o fim do ano passado—também traz benefícios para a gestão dos próprios estabelecimentos, possibilitando uma administração mais inteligente e redução de custos operacionais”, afirmou.
Para facilitar a transição, o Ministério do Turismo está oferecendo orientações ao setor por meio de diversas ações educativas. Um vídeo com as etapas do processo e uma página de perguntas frequentes estão disponíveis para esclarecer dúvidas.
Estado a Estado: O Balanço da Adesão
O Ministério ressaltou que a transição para a nova Ficha Digital exige adaptações de todos os 19.231 meios de hospedagem cadastrados no Cadastur, independentemente de já possuírem sistemas de gestão. Os estados que se destacam com o maior número de estabelecimentos adaptados são: São Paulo (782), Minas Gerais (373), Rio de Janeiro (401), Santa Catarina (351) e Rio Grande do Sul (296). No Nordeste, a Bahia (262) e o Ceará (230) têm se destacado, enquanto no Norte, o Pará lidera com 75 empreendimentos já adaptados, seguido pelo Amazonas (60). No Centro-Oeste, o Mato Grosso apresenta 114 meios de hospedagem adequados, enquanto Goiás conta com 119.
Fiscalização e Regularização
O acompanhamento da adoção do novo modelo está sendo realizado pelo Ministério do Turismo, que decidiu ampliar o prazo de adesão de 19 de fevereiro de 2026 para a última segunda-feira. Os empreendimentos ainda inadimplentes terão a oportunidade de se adequar, mas, caso contrário, poderão enfrentar um processo administrativo, com direito à defesa e à aplicação de penalidades, como advertências e multas.
A fiscalização é feita pelo Ministério do Turismo e também pode ser delegada a estados e municípios. Inicialmente, o foco é a sensibilização e notificação das empresas. A regularidade no envio da FNRH Digital está vinculada à manutenção do Cadastur, e se o cadastro vencer, o envio é bloqueado, podendo gerar possíveis infrações.
Combate à Desinformação e Melhoria nos Processos
A partir de segunda-feira (20), os estabelecimentos passaram a ser obrigados a enviar, por meio de uma plataforma online, os dados que antes repassavam ao Ministério do Turismo. Essa mudança visa tornar os processos de check-in mais ágeis e seguros. A centralização das informações na nova Ficha Digital está prevista na Lei Geral do Turismo, sancionada em 2024, e cumpre rigorosamente com as normas da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), garantindo que o tratamento de informações ocorra em ambiente criptografado e controlado.
Com a nova Ficha Digital de Hóspedes, espera-se uma economia significativa em tempo e custos operacionais para meios de hospedagem em todo o país, além de permitir a geração de dados estratégicos em tempo real, que vão aprimorar a gestão dos negócios e o planejamento das políticas públicas que atendem às demandas do setor hoteleiro e dos visitantes.

