Rio de Janeiro recebe festival que impulsiona a economia solidária
O Rio de Janeiro estará no centro das atenções entre os dias 10 e 14 de junho ao sediar a primeira edição do Festival Nacional de Economia Popular e Solidária. O evento, que acontecerá no Píer Mauá, promete movimentar a cidade com uma programação que mistura debates, feira e cultura, reunindo milhares de brasileiros e turistas interessados em soluções econômicas inovadoras e sustentáveis.
Articulação ampla e parcerias de peso
Mais de 50 organizações de diferentes níveis governamentais e da sociedade civil se uniram para construir coletivamente o festival. Entre os parceiros, destacam-se a SENAES/Ministério do Trabalho e Emprego, o Ministério do Desenvolvimento Agrário, Ministério das Mulheres, além da Secretaria-Geral da Presidência da República. Prefeituras do Rio de Janeiro, Maricá e Niterói, a Fundação Banco do Brasil e o Sebrae também participam, reforçando a importância da iniciativa para o desenvolvimento econômico e social.
O encontro terá a Baía de Guanabara como cenário para posicionar a Economia Popular e Solidária como peça-chave no desenvolvimento nacional e territorial até 2026, alinhando lideranças e fortalecendo o setor.
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Programação diversificada com foco em debates e ações práticas
O festival inclui o seminário nacional “Economia Popular e Solidária no Centro do Desenvolvimento do País”, que ocorrerá de 11 a 13 de junho. O seminário traz painéis com temas como “Economia Solidária como projeto de desenvolvimento para o Brasil”, “O papel do Estado na Economia Solidária” e “Educação e Economia Solidária”, sempre pela manhã. Além disso, serão realizadas oito mesas temáticas e duas sessões especiais, como a “Mesa América Latina e África”, que promoverá intercâmbio de experiências com representantes internacionais.
Oficinas técnicas abordam temas relevantes, como a participação dos povos indígenas e o “Encontro Nacional de Mulheres da Economia Solidária”, que deve reunir mais de 250 participantes, ampliando o debate e a diversidade dentro do setor.
Feira, cultura e valorização da produção local
Um destaque do festival será a feira e mostra expositiva, que contará com 250 empreendimentos econômicos solidários. De 10 a 14 de junho, expositores apresentarão e comercializarão produtos e serviços que vão da arte e cultura ao artesanato, gastronomia e soluções criativas, evidenciando o potencial da produção local e sustentável.
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A programação cultural também ocupará espaço importante, com shows, performances de grafite, música, poesia e cordel, além de várias intervenções artísticas que valorizam a cultura brasileira e atraem o público para experiências diversas durante o evento.
Carta do Rio e compromissos para o futuro da economia solidária
O encerramento do festival, no dia 14 de junho, será marcado pela apresentação oficial da “Carta do Rio para a Economia Solidária do País”. Este documento, resultado das discussões e articulações ao longo do evento, estabelecerá diretrizes e compromissos estratégicos para fortalecer o setor em todo o Brasil. A carta servirá como um pacto para governanças, associações e comunidades, dando um rumo claro para o desenvolvimento da economia solidária no país.
Com essa iniciativa, o Rio de Janeiro se posiciona como palco de um movimento que conecta produção, cultura e inovação social, trazendo impactos concretos para renda, emprego e negócios ligados à economia popular e solidária.

