Jovens artistas celebram identidade e memória cultural
Entre os dias 3 e 6 de novembro, a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) se transforma em palco para o Encontro “nossas raízes”. Jovens da América Latina e do Caribe reúnem-se para compartilhar suas histórias, memórias e esperanças, expressas por meio de variadas manifestações culturais. A iniciativa encontra inspiração na doutrina social da igreja e antecede a primeira Viagem Apostólica do Papa Leão XIV à região.
Proposta do CELAM e Instituto Fé e Vida com apoio da PCAL
O encontro surgiu a partir de uma proposta do Conselho Episcopal Latino-Americano e do Caribe (CELAM) em parceria com o Instituto Fé e Vida, dos Irmãos Lasallistas. A organização do evento ficou a cargo da Pontifícia Comissão para a América Latina (PCAL), com o suporte do Dicastério para a Cultura e a Educação, além da colaboração do Dicastério para os Leigos, Família e Vida e outras entidades eclesiais. Para a secretária da PCAL, Dra. Emilce Cuda, o encontro é um espaço fundamental para que os jovens expressem seus sonhos e anseios por meio da arte, contribuindo para a construção de um mundo mais justo e fraterno, conforme o pensamento do Papa Leão XIV.
Arte coletiva e diálogo interdisciplinar
O evento oferece um ambiente para a criação artística coletiva e exposições culturais sob o lema “ninguém se salva sozinho”, que ecoa a encíclica Fratelli Tutti, do Papa Francisco. A programação inclui três mesas redondas que discutem temas contemporâneos à luz do magistério do Papa Leão XIV: “o ser humano e a tecnologia”, “o limite e a fragilidade” e “o poder e os dados”.
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Essa abordagem entende a arte não apenas como expressão, mas como um instrumento para compartilhar experiências, revelar realidades e buscar respostas conjuntas diante dos desafios atuais. A Doutrina Social da Igreja orienta o debate, destacando a centralidade da pessoa e a importância da dimensão comunitária.
Identidade, memória e o papel da arte
Na abertura, Gleison de Paula Souza, Secretário do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, ressaltou o valor das raízes para a identidade cultural, lembrando a importância de preservar a história e os valores herdados. Ele destacou que os jovens latino-americanos e caribenhos devem conhecer suas origens para construir um futuro livre e criativo, desatrelado de amarras ao passado.
O representante brasileiro também enfatizou o poder da arte em alcançar dimensões da experiência humana que as palavras não conseguem tocar. Através da música, pintura, dança, fotografia, cinema e literatura, é possível comunicar dores, belezas, memórias e esperanças, abrindo caminhos para um mundo diferente.
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Evangelização e cultura jovem em diálogo
Elisabeth Román, do Instituto Fé e Vida, observa que as raízes culturais dos jovens hispânicos nos Estados Unidos refletem as tradições de seus países na América Latina e Caribe. Para ela, a arte e a cultura se mostram ferramentas essenciais para dar voz a esses jovens e promover a evangelização entre eles e para eles.
Juan Soto, presidente do Conselho Nacional Católico para a Pastoral Hispânica (NCCHM), reforça a importância de preservar as histórias migrantes em espaços de diálogo e escuta, como o próprio Encontro “Nossas Raízes”. A iniciativa também conta com o apoio da Organização das Universidades Católicas da América Latina e do Caribe (ODUCAL), da Rede Universitária para o Cuidado da Casa Comum (RUC) e do Escritório de Comunicação Global Lassalista.

