Reforço na vacinação contra mpox no Rio de Janeiro
O Ministério da Saúde enviou mais 2 mil doses da vacina contra a mpox ao Rio de Janeiro nesta quarta-feira (4), fortalecendo o estoque estadual para ampliar a prevenção e o enfrentamento da doença. A Secretaria de Estado de Saúde será responsável pela distribuição das vacinas aos municípios, enquanto as secretarias municipais conduzirão a aplicação. Com esta entrega, o total de doses destinadas ao estado em 2026 alcança 3,5 mil, e novos envios poderão ocorrer conforme a necessidade identificada.
Grupos prioritários e esquema de imunização
A estratégia nacional de vacinação prioriza pessoas vivendo com HIV/aids com contagem de linfócitos CD4 inferior a 100 células/mm³, grupo com maior risco de desenvolver formas graves da mpox. A imunização requer duas doses, aplicadas com intervalo de 28 dias. O público-alvo deve ser cadastrado nos Centros de Referência onde já realiza acompanhamento para agendamento da vacinação.
Além disso, pessoas com HIV/aids e CD4 inferior a 200 células/mm³, usuários de profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP) e profissionais de laboratório que manipulam amostras da mpox também podem receber doses remanescentes da vacina.
Situação epidemiológica e vigilância contínua
Até o momento, o Brasil registrou 665 casos de mpox em 2026, o que representa uma redução de 94% em relação a 2022, quando foram confirmados mais de 10 mil casos. No Rio de Janeiro, o número de casos caiu 84,2%, com 218 registros em 2026 contra aproximadamente 1,3 mil em 2022.
O Ministério da Saúde acompanha a evolução da vacinação e o consumo das doses enviadas para avaliar a necessidade de novos repasses. A ação faz parte da estratégia nacional de vigilância, prevenção e controle da mpox no Sistema Único de Saúde (SUS), com foco na proteção dos grupos mais vulneráveis e na capacidade de resposta dos serviços de saúde.
Monitoramento e assistência à população
O monitoramento contínuo da mpox é realizado em parceria entre o Ministério da Saúde e as secretarias estaduais e municipais. As orientações envolvem identificar casos suspeitos, notificar, investigar epidemiologicamente, realizar diagnóstico laboratorial, isolar os casos confirmados e identificar contatos para orientação.
Pessoas com sintomas como lesões ou erupções na pele devem buscar atendimento para avaliação clínica. Profissionais de saúde investigam exposições, orientam cuidados e, se necessário, coletam amostras para diagnóstico.
Quem teve contato próximo com casos suspeitos ou confirmados deve procurar serviços de saúde para avaliação do risco e receber orientações sobre monitoramento de sintomas, como lesões cutâneas, febre e aumento dos linfonodos.
A vacinação pós-exposição é mais eficaz quando aplicada nos primeiros quatro dias após o contato, mas pode ser realizada até 14 dias depois, visando reduzir o risco de formas graves da doença.
Medidas essenciais para prevenção da mpox
Evitar contato direto com pessoas infectadas é a principal forma de prevenção. Outras recomendações incluem não compartilhar objetos pessoais, higienizar as mãos frequentemente com água e sabão ou álcool em gel, lavar roupas e tecidos com água e detergente, limpar e desinfetar superfícies e cumprir o período de isolamento indicado até o fim da transmissão.

