Cobrança de Neymar no vestiário e o contexto da equipe
O técnico Cuca abordou nesta terça-feira a cobrança feita por Neymar a jogadores mais jovens do Santos durante e após o empate por 2 a 2 contra a Chapecoense. O treinador explicou que as cobranças fazem parte do ambiente competitivo e que o que ocorre no vestiário deveria ficar restrito àquele espaço, mas que, no caso, acabou sendo exposto.
“No vestiário temos um ditado que é sagrado. O que acontece teria que morrer no vestiário, mas aqui não. Começa no vestiário e acaba com vocês no mesmo dia. Daqui a pouco vocês sabem outra aí. Mas é, daqui a pouco. Acontece. Cobrei hoje lá. Nós temos deixado o adversário finalizar tanto, tipo de cobrança também, lógico que sem ofender ninguém. Tem que ter para menino, para velho”, afirmou Cuca.
Contexto da cobrança e postura do time
O treinador ressaltou que em momentos de tensão é natural que se perca um pouco a paciência, algo que acontece até mesmo em ambientes familiares, mas que isso não diminui o caráter das pessoas envolvidas. “Tem momento em que se está destemperado, não fala algo na tua casa assim? A tua família não leva a ferro e fogo, mas que você é uma boa pessoa. Como Neymar é, como todas as pessoas aqui são. São coisas que acontecem, nem quero entrar em detalhes, nem estava perto, mas é passado. Temos que fazer do limão uma limonada e nos unir mais um pouco”, acrescentou.
Neymar não apenas cobrou companheiros como Gabriel Bontempo e João Ananias, mas também o time inteiro pelo resultado do jogo. Com Cuca, o camisa 10 teve uma conversa franca sobre seu futuro, manifestando sua vontade de permanecer no Santos e cumprir seu contrato.
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Análise do desempenho e próximos desafios
Cuca destacou que Neymar é um jogador fácil de lidar e que está motivado a jogar pelo Santos. Sobre a atuação da equipe no empate com a Chapecoense, o treinador frisou a dificuldade em manter a sequência de bons resultados, principalmente após o tropeço jogando em casa. “Começamos o jogo com 4 a 1. Tomamos um gol no finalzinho e aqui. Buscávamos ter um bom rendimento. Quando consegue sequência de bom jogo, para jogar com lanterna do campeonato, tropeço jogando em casa, você perde parte da confiança, o próprio torcedor, a cobrança até diferenciada até razão. Quando se toma um gol, isso dobra o peso, tivemos que nos remontar, passar por cima de uma situação delicada emocionalmente e reverter”, explicou.
Apesar das muitas chances criadas, a equipe não conseguiu converter em gols, o que preocupa o técnico, especialmente por ter sofrido dois gols em casa. “Perdemos muitos gols. Remontamos, fizemos o terceiro, o quarto, o gol anulado, bola na trave. Em termos de construção foi ótimo, 25 finalizações, aproveitamento foi pequeno, o que preocupa o treinador mais do que tudo é ter tomado dois gols em casa. Deixar o adversário finalizar o dobro de vezes do que finalizou lá. Essas coisas que saio com ela na cabeça e hoje vou pensar muito, encontrar o equilíbrio”, completou.
Preparação para a Copa do Brasil e planejamento tático
O Santos se prepara agora para os jogos decisivos contra o Remo pelas oitavas de final da Copa do Brasil, que acontecem nos dias 1 e 4 de agosto, na Vila Belmiro e no Mangueirão, respectivamente. Cuca confirmou que Neymar deve atuar nas duas partidas e ressaltou o impacto dos resultados recentes para a sequência do campeonato.
“Todo resultado interfere. Estávamos aí por uma vitória no sábado para ter uma sequência de bons jogos e vitórias para dar uma subida na tabela. Não pense que o sábado foi bem dormido, que o domingo foi agradável. Te xingam de tudo se você coloca o pé na areia domingo. Teve trabalho que não teve a vitória. O que é combinado não é caro. Pessoal entende. São planejamentos que a gente tem e vamos cumpri-lo à risca. Conto com ele nos dois jogos”, explicou o técnico.
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Fonte: diariofloripa.com.br
Sobre o meio-campo, Cuca revelou que tem testado variações táticas para encontrar o melhor equilíbrio. “Tenho variado. Tem momentos do Arão, acho como ele tem que sair. O Oliva está se firmando nessa posição. A gente busca esse sincronismo, vamos encontrar, quem sabe aí que a gente encontre o equilíbrio da equipe. Quando joga com quatro atacantes como jogamos hoje no segundo tempo, eles ficam sobrecarregados, você vai ser muito mais ofensivo, não vai ter tudo. Tem que escolher, ou jogo mais fechadinho e jogo menos risco, em contrapartida o adversário terá menos chance de gol”, detalhou.
Observações sobre a escalação e próximos passos
Cuca comentou ainda que a entrada de Neymar e Bontempo no segundo tempo seguiu o planejamento da comissão técnica para preservar a equipe para os próximos jogos. “Estava tudo combinado. Foi levado à risca o planejamento que tivemos de por os caras para jogarem uma parte, se não ficaria espaçado para o jogo de sábado. Jogaram 45 minutos, no início consegue ver um monte de coisa. A gente analisar também comissão técnica tudo o que vimos de bom.”
Por fim, sobre o desempenho coletivo, o técnico ressaltou a importância de encontrar o equilíbrio para tornar o time mais confiável e consistente. “Podem jogar juntos (Rollheiser, Gabigol e Neymar), vamos trabalhar. Não sei se nesse jogo. Jogaram contra San Lorenzo, jogo pesado, bem jogado, poderíamos ver vencido. São situações para analisarmos, dar o equilíbrio, muito tempo desses 22, 23 jogos. Tivemos equilíbrio na grande maioria dos jogos. Perdemos cinco ou quatro jogadores, recuperamos jogadores que são importantíssimos.”
“O trabalho pode ser bem reconduzido, temos que encontrar esse equilíbrio para ter uma equipe confiável, ajustar as linhas, trabalhar com menos risco, é trabalho do treinador isso tudo. Às vezes não vai contentar o grupo, temos que pensar no time. Os quatro jogos, nós fizemos 8 a 3 na UCV, empatamos com a Chape e perdemos do Botafogo. O jogo da Chape que não foi legal, mas muita chance de gol perdida. Se a gente botar o pé na forma e fazer 20% do que criamos, a gente vai vencer os jogos.”

