Talita Galhardo e a Representação Feminina no Congresso
Talita Galhardo (PSDB), candidata a deputada federal pelo Rio de Janeiro com o número 4501, destaca-se pela defesa da ampliação da participação feminina no Parlamento. Vereadora eleita em 2024 com 20.352 votos, ela associa sua campanha à luta por maior presença das mulheres nos espaços decisórios, especialmente na Câmara dos Deputados.
Ao anunciar sua candidatura ao DIÁRIO DO RIO, Talita enfatizou o apoio que recebe de mulheres cariocas, que veem nela uma representante para Brasília. O baixo percentual de mulheres nos parlamentos brasileiros, que raramente ultrapassa 20%, é um dos argumentos centrais para sua candidatura.
A saída da Subprefeitura após episódio com Eduardo Paes
Em abril de 2023, durante uma agenda na Gardênia Azul, Talita Galhardo enfrentou um episódio que influenciou sua trajetória política. O então prefeito Eduardo Paes interrompeu uma fala sua, apontou o dedo e disse: “Olha aqui, ele está falando comigo” e logo depois “Te mando embora daqui”. A cena foi registrada e ganhou repercussão nas redes sociais, sendo classificada pelo DIÁRIO DO RIO como um tratamento machista.
Talita decidiu deixar o cargo na Subprefeitura após Paes retornar de uma viagem à China, comunicando pessoalmente sua exoneração. Ela justificou a saída afirmando que se sentiu desrespeitada “como servidora e como mulher”. Esse episódio reforçou seu discurso em defesa do empoderamento feminino, evidenciando que não aceitaria permanecer em um ambiente de desrespeito.
Até então, Talita mantinha proximidade política com Paes, que chegou a chamá-la de “Eduardo Paes de saias” em referência ao seu estilo de trabalho. A decisão de deixar o cargo nomeado para se lançar ao mandato eletivo foi um marco na construção de sua imagem pública, marcada por firmeza e independência.
Da Câmara Municipal à disputa por Brasília
Após deixar a Subprefeitura, Talita Galhardo construiu sua base eleitoral e foi eleita vereadora no Rio de Janeiro. Sua atuação é marcada por uma postura direta e fiscalizadora, que lhe rendeu a alcunha de “vereadora braba” nas redes sociais, onde mantém presença ativa cobrando órgãos públicos e participando de operações municipais.
Agora, com mandato na Câmara Municipal, ela busca ampliar sua atuação no Congresso Nacional. Talita pretende levar para Brasília pautas que envolvem orçamento, infraestrutura, economia e, sobretudo, legislação penal e segurança pública.
Foco na segurança pública e no apoio às mulheres
Embora não tenha carreira policial, Talita defende um endurecimento das medidas contra criminosos reincidentes e o combate às organizações criminosas. Ela também defende maior aporte de recursos federais para ações de segurança, entendendo que a participação feminina no Congresso deve contemplar essas áreas essenciais.
Além disso, Talita conecta a questão da segurança pública à rotina das mulheres, que enfrentam assédio no transporte, medo de sair à noite e violência nos espaços urbanos. Sua proposta inclui melhorias na iluminação, conservação e fiscalização dos espaços públicos para garantir maior proteção às mulheres.
Programa de apoio às vítimas de violência doméstica
Entre as iniciativas de Talita está o Programa Municipal de Reconstrução de Vidas – Lei Juliana Garcia. Inspirado na história de Juliana Garcia, sobrevivente de tentativa de feminicídio, o programa prevê assistência social, psicológica, habitacional e econômica para mulheres que passaram por violência doméstica.
A proposta reconhece que o período pós-violência demanda uma rede de apoio ampla, que vai além da proteção imediata. A assistência busca oferecer moradia, acompanhamento psicológico, geração de renda e condições para a retomada da vida laboral e social.
Habitação, emprego e memória das vítimas
Talita também apresentou projetos que priorizam mulheres nos programas habitacionais da Prefeitura do Rio, incentivando a contratação feminina e a capacitação profissional. A iniciativa visa garantir autonomia para mulheres em situação de violência, que muitas vezes dependem da renda e da moradia para romper o ciclo abusivo.
Além disso, ela é coautora da proposta de criação do Dia Municipal de Luto e de Memória às Mulheres Vítimas de Feminicídio, uma iniciativa que reúne vereadoras de diferentes partidos para preservar a memória das vítimas e chamar atenção para o problema.
Com essas propostas, Talita Galhardo reafirma seu compromisso com a proteção às mulheres e a ampliação da presença feminina nas decisões sobre segurança pública, legislação penal e administração pública. Sua campanha pela Federação PSDB-Cidadania mantém o foco em transformar esses temas em políticas concretas para o Rio de Janeiro e o país.

