A importância da escolha para o Senado em 2026
A eleição para senador no rio de Janeiro em 2026 exige atenção além dos palanques presidenciais. Cada eleitor terá direito a dois votos para escolher representantes que atuarão no Senado de 2027 a 2035, atravessando dois mandatos presidenciais e influenciando decisões cruciais para o estado. O Senado detém atribuições fundamentais, como votar leis, reformas constitucionais, o Orçamento da União, fiscalizar o Executivo e analisar indicações para órgãos como o Supremo Tribunal Federal, Banco Central e Procuradoria-Geral da República. Para o Rio de Janeiro, marcado por desafios fiscais e institucionais, a escolha de senadores capacitados é vital.
Recomendação do Diário do Rio: Pedro Paulo (PSD) e Carlos Portinho (PL)
O Diário do Rio indica os votos em Pedro Paulo, número 555, e Carlos Portinho, número 222. A recomendação não está vinculada a palanques presidenciais, uma vez que os dois candidatos pertencem a campos políticos distintos. A avaliação baseia-se no histórico parlamentar, na capacidade de trabalho e no conhecimento técnico demonstrado, bem como na competência para formar equipes qualificadas que asseguram uma atuação consistente.
Pedro Paulo: experiência em gestão pública e responsabilidade fiscal
Economista e mestre, Pedro Paulo cumpre seu quarto mandato consecutivo na Câmara dos Deputados, iniciando sua trajetória no Congresso em 2011. Antes disso, exerceu mandato como deputado estadual e ocupou cargos na administração municipal do Rio de Janeiro, o que lhe confere experiência tanto legislativa quanto administrativa. Sua chapa conta com Miro Teixeira (PDT), político de longa experiência, como primeiro suplente, e Sávio Neves (PSDB) como segundo suplente.
Entre 2021 e 2022, Pedro Paulo comandou a Secretaria Municipal de Fazenda e Planejamento da Prefeitura do Rio, na gestão de Paes (PSD), período marcado por grave crise fiscal na capital. Em 2021, o município tinha apenas R$ 12 milhões em caixa e dívidas próximas a R$ 6 bilhões; ao final do ano, a disponibilidade financeira foi ampliada para R$ 6,7 bilhões, enquanto a despesa com pessoal caiu de 56,2% para 48,7% da Receita Corrente Líquida, permitindo o cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal.
Esses resultados refletem revisão de despesas, recuperação da arrecadação, planejamento financeiro e controle rigoroso dos gastos. A experiência de Pedro Paulo na gestão pública municipal acompanha sua atuação na Câmara, onde integra comissões de finanças e segurança. Em 2025, coordenou o grupo de trabalho para a Reforma Administrativa, propondo mudanças em concursos públicos, cargos comissionados, avaliação de desempenho e combate a supersalários, sempre preservando a estabilidade dos servidores e focando na profissionalização da administração.
Compromisso com os 92 municípios do Rio
Pedro Paulo ampliou sua atuação para todo o estado, visitando regiões Norte, Noroeste e Serrana, dialogando com prefeitos, vereadores e lideranças municipais. Propõe destinar recursos aos 92 municípios fluminenses, independentemente de alinhamento partidário. Essa postura é relevante diante da concentração econômica na Região Metropolitana e das dificuldades das prefeituras do interior em acessar recursos federais para obras, saúde, educação e infraestrutura.
Carlos Portinho: experiência parlamentar e foco em resultados
Advogado formado pela PUC-Rio, com especializações em Direito Esportivo, Público e Tributário, Carlos Portinho assumiu o Senado em 2020 após a morte do senador Arolde de Oliveira. Sua atuação tem sido marcada por presença ativa nos debates, domínio técnico e capacidade de articulação. Sua chapa conta com Samuel Malafaia e Marcelinho como suplentes.
Portinho prioriza um mandato produtivo, atuando na elaboração de projetos, apresentação de emendas e negociação de votações. Destaca-se no setor esportivo, participando da regulamentação da Lei Geral do Esporte, Lei de Incentivo ao Esporte e das Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs). Apresentou emenda à Reforma Tributária, acolhida pelo senador Braga (MDB), que beneficiou o regime fiscal do futebol, importante para o Rio, sede de grandes clubes e cadeia econômica relevante.
Defesa do empreendedorismo e combate aos excessos das apostas
Portinho também defende a atualização das regras do Microempreendedor Individual (MEI) e das micro e pequenas empresas, essenciais para a economia fluminense. Em 2026, cobrou da Câmara a votação do projeto que eleva o limite de faturamento do MEI e permite a contratação de mais um empregado, facilitando a formalização e o crescimento desses negócios.
Outro ponto de destaque é sua oposição à expansão indiscriminada das apostas eletrônicas. Em 2023, apresentou emenda para excluir cassinos virtuais do projeto de regulamentação, limitando apostas a eventos esportivos reais. Embora a emenda tenha sido aprovada no Senado, não permaneceu no texto final. Em 2025, foi relator de projeto que restringiu publicidade das apostas, proibindo propagandas em partidas esportivas e limitando influenciadores, visando proteger menores de idade.
Participação em temas fiscais e institucionais
Portinho orientou a bancada do PL a votar favoravelmente ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), criado para alterar as condições das dívidas estaduais com a União. Esse programa tem impacto direto na capacidade de investimento do Rio em áreas essenciais como segurança, saúde e infraestrutura.
Os votos que o Rio precisa em 2026
Pedro Paulo e Carlos Portinho não compartilham partido nem trajetória idêntica, mas convergem na qualidade do trabalho e na experiência acumulada. Pedro Paulo destaca-se pela gestão pública, equilíbrio fiscal e articulação com municípios. Portinho mantém foco no esporte, empreendedorismo, combate a excessos e defesa dos interesses fiscais do estado.
O Senado exige preparo técnico, capacidade de negociação e compromisso com o estado. Os mandatos eleitos em 2026 vigorarão até 2035, um período em que o Rio enfrentará desafios ainda não previstos. Por isso, o Diário do Rio recomenda os votos nos candidatos Pedro Paulo (555) e Carlos Portinho (222), não por conveniência partidária, mas pela realização e competência demonstradas. Essa escolha representa uma decisão estratégica para o futuro do estado e sua representação em Brasília.

