Cultura como política de Estado
Durante evento realizado no Rio de Janeiro, no último sábado (30), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou a importância de consolidar a cultura como uma política de Estado. Segundo ele, quando a cultura depende apenas de governos temporários, corre-se o risco de retrocessos. “Se for apenas uma política do governo, qualquer um que entra pode tirar. Porque tirar as coisas é muito fácil. Consertar é que é difícil”, afirmou Lula no lançamento da plataforma Tela Brasil, um streaming público e gratuito dedicado ao audiovisual brasileiro.
Para o presidente, a cultura tem um papel fundamental na formação do olhar e da consciência da população. “Há uma coisa com a cultura que os ignorantes não gostam: a cultura ensina, a cultura abre a cabeça, abre horizontes e faz a gente enxergar um pouco mais longe, o que antes não era visível para nós”, declarou. Lula ainda ressaltou o avanço do Brasil na área cultural, lembrando a existência de 16 mil Pontos de Cultura, iniciativas financiadas pelo Ministério da Cultura, que envolvem tanto entidades públicas quanto organizações não governamentais.
Críticas às privatizações no setor energético
No mesmo evento, o presidente criticou as privatizações realizadas durante o governo anterior, especialmente as da BR Distribuidora e da Liquigás. Ele questionou os benefícios trazidos para a população com essas vendas, ressaltando a perda de controle sobre preços essenciais. “O que o povo brasileiro ganhou com a privatização da BR [Distribuidora]? O que melhorou no posto de gasolina? A gente tinha comprado uma empresa chamada Liquigás, para controlar o preço do gás dentro da Petrobrás. Eles venderam. Hoje, a gente não tem controle”, destacou.
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Fonte: alagoasinforma.com.br
Lula também comentou as medidas do governo para conter os aumentos dos preços dos combustíveis, agravados pela guerra no Irã. Segundo ele, a eficácia dessas ações teria sido maior caso as distribuidoras não tivessem sido privatizadas. “Nós isentamos o PIS e Cofins para não aumentar o preço do petróleo e repartimos com os estados para que estes também não aumentassem o ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços]. Mas, a gente não tem uma distribuidora para controlar, porque eles acharam que era bom vender”, explicou.
Integração educacional com África e América Latina
Ao final da Semana da África, comemorada na última segunda-feira (25), Lula mencionou os recentes intercâmbios educacionais entre universidades federais brasileiras e países africanos, destacando a colaboração no campo acadêmico. Em relação à América Latina, anunciou a inauguração, prevista para junho, das novas estruturas da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), em Foz do Iguaçu (PR), que teve seu projeto paralisado anteriormente.
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Fonte: daquidemanaus.com.br
O presidente defendeu ainda a importância de convênios com países latino-americanos e a expansão dos cursos a distância para ampliar o acesso ao conhecimento. Ele conclamou a população a participar de uma transformação profunda: “Ajudem esse país a fazer a revolução que ele não fez. A revolução cultural para que esse país, definitivamente, seja dono do seu nariz, da sua história e das suas coisas.”

