Reestruturação na Saúde do Estado do Rio
O Governo do Estado do Rio de Janeiro está promovendo uma significativa reestruturação na gestão de saúde pública, com foco na eficiência e transparência. A Fundação Saúde, que é responsável pela administração da maioria dos hospitais estaduais, além das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e do Samu Capital, passa a ter uma nova liderança. O governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, fez a exoneração de Paulo Ricardo Lopes da Costa a pedido, nomeando Carlos Eduardo de Andrade Coelho para o cargo.
Além da mudança na Fundação, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) também recebeu alterações nas suas subsecretarias e superintendências. O novo secretário de Saúde, Ronaldo Damião, introduziu a substituição do subsecretário de Atenção à Saúde, Caio Antonio Mello Souza, que agora é substituído pela médica Fernanda Moraes Daniel Fialho Rodrigues. Antes, Fernanda estava à frente da Superintendência de Educação em Saúde, cargo que será ocupado por Tatiane Alves Baptista.
Na Subsecretaria do Fundo Estadual de Saúde, outra mudança relevante ocorre com a saída de Ward de Souza Gusmão Junior do cargo, que agora será assumido por Fabrício da Silva Quiroga, um técnico com experiência na área. Ward de Souza passa a responder pela Subsecretaria de Auditoria e Controle, uma função que pode impactar diretamente na fiscalização e gestão dos recursos públicos.
As mudanças não param por aí. Leonardo Ferreira Santana também deixa a Subsecretaria Executiva da SES-RJ para assumir a Superintendência de Informática, enquanto Francisco José Magalhães Pinheiro assume a função executiva na subsecretaria. Estas movimentações de pessoal fazem parte de um esforço contínuo para melhorar a gestão pública e o atendimento à população.
Outro ponto importante da reestruturação é a resolução publicada pela SES-RJ, que determina a avaliação individualizada de todos os servidores que operam na administração da saúde estadual. O documento, assinado por Ronaldo Damião, obriga os subsecretários a enviar ao gabinete, em até cinco dias, uma lista com os nomes, funções e uma análise de desempenho de cada profissional.
O secretário de Saúde enfatizou que essa medida visa aumentar os mecanismos de compliance, garantindo maior transparência nas contratações e valorizando a atuação dos funcionários como um importante instrumento de governança. Além disso, a otimização dos gastos públicos com pessoal é um dos objetivos centrais da iniciativa. Os critérios para avaliação incluem produtividade, qualidade técnica, cumprimento de prazos e frequência de trabalho.
Com essa abordagem, a administração espera que as avaliações subsidiem decisões administrativas futuras, permitindo a reorganização dos setores baseada na análise das chefias imediatas. A ênfase está nos princípios de economicidade e eficiência, buscando não apenas melhorias na gestão, mas também um serviço de saúde mais eficaz para a população.

