Clube carioca toma posição contra uso indevido de sua marca
O Barra Mansa Futebol Clube tomou uma medida firme ao solicitar ao Ministério do Esporte que sua identidade não seja associada a plataformas de apostas esportivas. Na manifestação, o clube expressou preocupação com o “uso indevido da marca, nome e demais elementos institucionais do clube por empresas do setor, sem qualquer tipo de autorização”. Essa atitude surge em um momento em que o Barra Mansa busca proteger sua imagem e a de seus atletas, considerando que as competições em que participa não possuem patrocínios ou vínculos com casas de apostas.
A solicitação formal foi encaminhada à Secretaria Nacional de Apostas Esportivas de Desenvolvimento Econômico do Esporte (SNAEDE), onde o clube pediu que suas partidas não sejam incluídas nas plataformas de apostas. Segundo os representantes do Barra Mansa, essa utilização indevida não traz benefícios diretos e, pelo contrário, pode resultar em danos à reputação do clube e de seus profissionais.
Compromisso com a ética e transparência
No ofício enviado, o Barra Mansa também requereu a remoção imediata de qualquer vinculação existente com as casas de apostas e o estabelecimento de medidas preventivas junto aos operadores para evitar que novas situações semelhantes ocorram. O clube enfatiza seu compromisso com a ética, transparência e integridade esportiva, salientando que essa ação não garante, por si só, o cumprimento por parte das plataformas, mas é uma medida necessária para resguardar seus direitos e sua imagem.
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Passado recente do Barra Mansa também levanta questões sobre apostas. Em 2025, o clube se viu envolvido em polêmicas que abordavam suspeitas de manipulação de resultados, levando ao seu rebaixamento para a quinta divisão após ser suspenso pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FFERJ) devido a uma investigação sobre a Série B2, equivalente à quarta divisão do Campeonato Carioca.
Investigações e penalizações
Em outubro daquele ano, a FFERJ afastou o Barra Mansa da Série B2, especialmente após a análise de uma partida contra o Paraty, que terminou com a vitória do time da casa por 2 a 1. Na época, a Federação indicou que existiam “provas claras e contundentes” de que o resultado da partida tinha sido manipulado para gerar ganhos ilícitos. Essa situação culminou, em fevereiro de 2026, na suspensão de um gestor do Barra Mansa por 360 dias e uma multa de 50 mil reais, aplicada pelo Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro.
Entretanto, essa não foi a primeira vez que o Barra Mansa se viu em meio a polêmicas relacionadas à manipulação de resultados. Em 2017, durante a disputa da segunda divisão do estadual, um dirigente teria tentado coordenar uma combinação de resultados, convocando jogadores para uma reunião no escritório do clube. O plano era que a equipe perdesse por quatro gols de diferença, mas, de forma surpreendente, os jogadores não aceitaram e empataram a partida contra o Audax em 1 a 1, numa competição que na época era equivalente à Série B1 do Carioca.
Assim, o Barra Mansa Futebol Clube se posiciona em defesa de sua imagem e integridade, buscando evitar que a associação com casas de apostas prejudique ainda mais sua trajetória no futebol. A resposta ao pedido ao Ministério do Esporte ainda aguarda um posicionamento, e o clube permanece atento às ações que possam proteger seus direitos e os de seus atletas.

