Recorde de Faturamento e Otimismo no Turismo
O Turismo brasileiro inicia 2026 mantendo a trajetória de crescimento observada nos últimos anos, mesmo diante de um ambiente mais desafiador. Em janeiro, o setor faturou impressionantes R$ 26 bilhões, marcando o maior valor da série histórica para o período, com um aumento de 2,3% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Os dados são de um levantamento realizado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), com informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Esses números fazem parte da Carta Setorial de Turismo de abril, uma publicação mensal do Conselho de Turismo da FecomercioSP, que compila indicadores, análises econômicas e temas estratégicos relevantes para o setor.
Demanda Aquecida e Desafios Econômicos
O crescimento consistente é sustentado por uma combinação de fatores: demanda aquecida e preços elevados, especialmente em segmentos como hotelaria, transporte e locação de veículos. Além disso, o turismo corporativo permanece como um dos principais pilares da atividade econômica. Em janeiro, os gastos com viagens de negócios alcançaram R$ 12 bilhões, um aumento de 5,2% e um novo recorde para o mês, indicando a continuidade do dinamismo empresarial no setor.
Na capital paulista, os números também refletem um cenário positivo. O Índice Mensal de Atividade do Turismo (IMAT) registrou um crescimento de 3% em fevereiro, sendo este o melhor resultado da série histórica para o mês. Este desempenho foi impulsionado pelo carnaval e pela intensa movimentação nos aeroportos e terminais rodoviários, além do aumento no número de empregos formais dentro do setor.
Pressão Econômica e Desafios no Setor
Apesar dos resultados positivos, a conjuntura econômica começou a demandar uma atenção redobrada. A edição mais recente do Brazilian Overview Monthly Report (BOMR), elaborada em colaboração com a Panrotas, revela que a alta do petróleo, agravada pelo conflito no Irã, já está pressionando os custos logísticos, o que pode impactar diretamente o setor, principalmente nas áreas de transporte.
Diante dessa situação, o Banco Central (BC) adotou uma postura mais cautelosa em sua política monetária. Embora a inflação esteja sob controle, a taxa básica de juros (Selic) permanece elevada, o que pode restringir o consumo e aumentar os custos operacionais no setor.
Atuação da FecomercioSP e Futuro do Turismo
Além das questões econômicas, a Carta de abril também ressalta a atuação institucional da FecomercioSP em temas estruturais, como a empregabilidade no Turismo. A entidade tem defendido a necessidade de ajustes em propostas legislativas que visem facilitar a contratação formal e reduzir os entraves à expansão das empresas do setor.
Com um panorama desafiador pela frente, o Turismo brasileiro continua a demonstrar resiliência e potencial de crescimento, mas a atenção às mudanças econômicas e políticas será crucial para manter essa trajetória de sucesso no futuro.

