Aliança entre PT e PSD em tempos desafiadores
O Partido dos Trabalhadores (PT) no Rio de Janeiro oficializou, por unanimidade, seu apoio à candidatura do ex-prefeito Eduardo Paes, do PSD, ao governo do estado. Essa decisão solidifica a colaboração entre as duas siglas com vistas às eleições de 2026, uma articulação que vem sendo construída desde o início do ano.
No mês de janeiro, o PT fluminense já havia se manifestado a favor do palanque de Paes, apontando que sua candidatura é a mais viável para fortalecer o projeto nacional liderado por Lula. Assim, o partido descartou a possibilidade de lançar um candidato próprio no estado, buscando uma união que promete ter impactos significativos.
É importante ressaltar que essa manifestação ocorre em meio a um cenário de crise no governo do Rio de Janeiro. No último dia 23 de março, o ex-governador Cláudio Castro renunciou ao cargo um dia antes de ser condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. Apesar da condenação, Castro afirmou que sua renúncia visava se concentrar em sua pré-campanha ao Senado, embora enfrente uma inelegibilidade que se estende por oito anos.
Na linha sucessória da gestão estadual, o ex-vice-governador Thiago Pampolha, que atualmente é conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro, também enfrenta denúncias de abuso político. O próximo na linha de sucessão, o ex-presidente da Assembleia Legislativa (Alerj), Rodrigo Bacellar, do União Brasil, foi afastado por suspeitas de envolvimento com vazamento de inquéritos sigilosos e conexões com facções criminosas. Ambos estão inelegíveis, colocando ainda mais pressão sobre o cenário político do estado.
Atualmente, a governança do Palácio Guanabara está sob a responsabilidade do desembargador Ricardo Couto de Castro, presidente do Tribunal de Justiça do Rio. O PT do Rio se posicionou a favor de que a escolha do novo governador ocorra de forma direta, ressaltando a importância da participação popular e a observância dos princípios democráticos nesse processo.
Na mesma reunião do último sábado (18/4), o Diretório do PT também aprovou, de forma unânime, o apoio à candidatura da deputada federal Benedita da Silva ao Senado Federal. A chapa também inclui o vereador Felipe Pires como primeiro suplente e o pastor e cantor Kleber Lucas como segundo suplente, ampliando as possibilidades de representação no legislativo.

