Reconhecimento no Afroturismo
No dia 14 de abril de 2025, o 4° Prêmio do Afroturismo, promovido pela plataforma Guia Negro, celebrou as conquistas de 10 categorias que se destacaram no setor. Entre os grandes vencedores, destacaram-se São Luís, que foi eleita o melhor destino nacional, e Benin, que conquistou o título de melhor destino internacional. Além disso, o Museu das Favelas, localizado em São Paulo, foi homenageado como a melhor atração turística.
Patrocinado pela Embratur, o prêmio teve um significado especial, já que a entidade tem priorizado o afroturismo e comemorado o aumento no número de turistas estrangeiros visitando o Brasil no último ano. A cerimônia ocorreu dentro do WTM Latin America, considerado o maior evento de turismo da América Latina, que, nos últimos anos, tem se comprometido com a diversidade e a sustentabilidade.
Guilherme Soares Dias, fundador do Guia Negro e idealizador do prêmio, enfatizou o crescimento do afroturismo, afirmando que o setor está sendo integrado a políticas públicas do governo federal. ‘Tivemos ações de empresas consolidando suas atuações em várias regiões e até um edital promovendo especificamente o afroturismo. É um momento de celebração e reflexão sobre os próximos passos’, comentou Dias.
Desde sua criação em 2023, o prêmio tem contado com a participação de diversos profissionais do setor, incluindo agências de viagens, consultores e guias de turismo, totalizando 28 jurados que votaram em 10 categorias.
Vencedores do 4º Prêmio do Afroturismo
Confira abaixo quem mais se destacou no Afroturismo em 2025:
- Melhor profissional do afroturismo: Hubber Clemente — Fundador da Afroturismo Hub, Clemente é um consultor em diversidade e atuou junto ao governo de São Paulo. Ele se destaca por ter presidido a recém-criada Associação Brasileira de Afroturismo, além de ser responsável pelo Guia Prático sobre Igualdade Racial no Turismo.
- Melhor destino nacional: São Luís — A capital do Maranhão vem realizando um trabalho robusto no afroturismo, capacitando profissionais do setor, além de instalar um monumento em homenagem à Diáspora Africana e promover o turismo em locais como o quilombo urbano Liberdade.
- Melhor destino internacional: Benin — O país africano, que compartilha laços culturais com a Bahia, tem investido em voos que conectam Salvador a Cotonou e promovido eventos como o festival do vodun, ressaltando sua rica história e cultura.
- Empresa de afroturismo destaque do ano: Bitonga Travel — Com uma proposta inovadora, idealizada por Rebecca Alethéia, a empresa foca em criar experiências de viagens seguras e profundas para mulheres negras.
- Empresa ou entidade parceira do afroturismo: CAF — O Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe tem dado suporte ao afroturismo por meio de parcerias com a Embratur e o Instituto Feira Preta.
- Melhor conteúdo de afroturismo (voto popular): Lucas de Matos — Apresentador e escritor, Matos realiza produções sobre literatura, arte e cultura afro-brasileira, sendo reconhecido pelo seu conteúdo diversificado.
- Melhor atrativo ou experiência turística: Museu das Favelas (SP) — O museu tem se destacado por suas exposições e atividades que promovem a cultura negra, engajando um público diversificado.
- Melhor experiência Brasil adentro: Brasília Negra — Este roteiro, oferecido na Capital Federal, amplia o debate sobre a história afro-brasileira e se destacou pela sua abordagem educativa.
- Melhor empreendimento de afroempreendedor ligado ao afroturismo: Dida Bar e Restaurante (RJ) — O estabelecimento tem promovido eventos culturais e é um ponto de encontro significativo para a comunidade negra.
- Destaque Guia Negro 2026: Helcias Pereira — Reconhecido por sua contribuição à história e cultura do Brasil, Pereira é considerado um patrimônio vivo do turismo brasileiro.
Conheça os Jurados
O júri do 4º Prêmio do Afroturismo contou com especialistas de diversas áreas, incluindo turismo, sociologia e produção cultural, comprometidos em avaliar as iniciativas que fomentam o afroturismo no Brasil. Entre eles estão Valeria Mauriem dos Santos Lima, Antonio Pita e Denise Rodrigues, que têm contribuído para a diversidade e inclusão no setor.

