Uma nova direção para o Rio de Janeiro
O DIÁRIO DO RIO recomenda o voto em Eduardo Paes (PSD), número 55, para governador do Rio de Janeiro. Sua eleição representa a melhor chance de interromper o longo ciclo de decadência que assola o estado e de mudar a forma como ele é administrado. Paes traz uma experiência sólida à frente da capital, aliada à capacidade de execução e à possibilidade de imprimir um ritmo de trabalho exigido pelos fluminenses.
Decisão focada nas necessidades do Rio
A escolha do governador deve ser pautada nas demandas concretas do estado, e não apenas por afinidades com Lula (PT) ou Flávio Bolsonaro (PL). A responsabilidade do governador abrange áreas essenciais como segurança, transporte, saúde, educação e finanças estaduais. Transformar essa decisão em mera extensão da polarização nacional deixa em segundo plano os problemas que afetam diretamente a população do Rio.
Nos últimos anos, o Rio enfrentou sucessivas administrações marcadas por deterioração administrativa, crises constantes e perda de confiança. A população se adaptou a serviços precários, ao abandono e a expectativas reduzidas. Programas desordenados e sem coordenação prevaleceram por quase duas décadas, sem continuidade ou planejamento integrado. Um estado com a relevância histórica, econômica e cultural do Rio não pode aceitar esse declínio como destino. É urgente recuperar a capacidade de governar, planejar e executar.
Referência na gestão municipal que inspira a mudança estadual
A oportunidade representada por Paes lembra a eleição de Cesar Maia para a Prefeitura, em 1992. Naquele momento, a administração municipal passou por uma reorganização que deu início a programas de transformação urbana, como o Rio Cidade e o Favela-Bairro. Essas iniciativas mudaram o funcionamento da prefeitura, definindo um novo padrão de direção, método e responsabilidade pelos resultados.
Paes, eleito prefeito quatro vezes, oferece um histórico extenso para avaliação. Sua trajetória inclui obras, decisões e prioridades claras, com erros e acertos conhecidos. Seu estilo de gestão se destaca pela intensidade da cobrança e acompanhamento próximo das equipes, o que ajuda a garantir avanço e resultados. Apesar de eventuais excessos, sua disposição para trabalhar e exigir trabalho é uma qualidade relevante diante dos problemas crônicos do estado.
Domínio sobre orçamento e capacidade de negociação
Governar exige lidar com recursos limitados e prioridades concorrentes. Paes tem experiência em manejar o orçamento público, transformando prioridades políticas em projetos viáveis. Além disso, formou uma equipe experiente que entende as complexidades dessa tarefa.
Na composição do governo, ele demonstra habilidade para negociar apoios sem abrir mão do controle das áreas essenciais. Saúde, educação, finanças e coordenação administrativa precisam responder a uma direção única. Essa capacidade de equilibrar comando e negociação é fundamental para evitar fragmentação e garantir execução eficiente.
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Comparação com Douglas Ruas (PL) e continuidade administrativa
O pragmatismo de Paes supera classificações ideológicas. Em comparação, Douglas Ruas (PL), deputado estadual desde 2022 e ex-secretário estadual das Cidades, possui experiência pública, mas não apresenta trajetória de gestão equivalente. Sua participação no governo de Cláudio Castro (PL) o vincula à continuidade de uma condução estadual que o DIÁRIO DO RIO considera esgotada e desorganizada.
Reorganização administrativa com foco na Central do Rio
Uma proposta relevante de Paes é transferir a sede da administração estadual para o Edifício Dom Pedro II, na Central do Brasil, anunciada pelo PSD em novembro de 2025. O plano prevê concentrar o gabinete do governador e as principais secretarias nesse local, facilitando a coordenação e o acompanhamento das equipes, além de contribuir para a revitalização do centro histórico.
Além da economia gerada pela ocupação de imóvel público e a redução de gastos com aluguéis, a mudança aproximaria o governo dos locais onde os serviços públicos são testados diariamente, como o transporte público. Essa iniciativa se alinha à necessidade de recuperar tanto a administração quanto a região central da cidade.
Experiência em transformação urbana e valorização cultural
A atuação de Paes na capital inclui projetos como VLT, Terminal Gentileza, reorganização da Região Portuária e Túnel Prefeito Marcello Alencar, que melhoraram a circulação e a relação da cidade com áreas estratégicas. Programas como o Reviver Centro criaram mecanismos para converter prédios ociosos em moradias, atraindo novos moradores e revitalizando o comércio local.
Na cultura, a Prefeitura desenvolveu iniciativas para apoiar artistas e produtores, como o Reviver Cultural, que incentiva a reforma e funcionamento de espaços culturais em imóveis antes abandonados. Em dezembro de 2025, um edital destinou R$ 14 milhões para instituições culturais, incluindo microempreendedores individuais. Essas ações fortalecem o setor artístico e promovem ocupação urbana, um avanço que o governo estadual poderia ampliar.
Desafios e oportunidades na cultura estadual
O abandono de estruturas culturais estaduais é preocupante. O Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac) enfrenta dificuldades como falta de sede, orçamento e quadro técnico exclusivo. O Theatro Municipal apresenta falhas de conservação, e o Teatro Villa-Lobos permanece fechado desde um incêndio em 2011, apesar da intenção da Prefeitura em reformá-lo.
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Esses problemas refletem a desorganização da gestão estadual da cultura, afetada por interesses políticos e falta de continuidade. O histórico municipal de Paes sugere que ele poderia proporcionar uma abordagem mais estruturada e contínua para o patrimônio cultural, com impacto social e econômico relevante.
Compromissos com transporte, saúde e segurança pública
No transporte, Paes destaca a recuperação do BRT, com renovação de frota e melhorias em estações e corredores, além da articulação de financiamentos com o Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Propõe também a recuperação da malha ferroviária, duplicação do ramal de Saracuruna, implantação de trens elétricos e criação do Trem Seguro, além da expansão da Linha 3 do Metrô e integração tarifária.
Na saúde, destaca a construção do Hospital Estadual do Câncer em Duque de Caxias, que ampliaria o atendimento especializado na Baixada Fluminense, reduzindo deslocamentos e facilitando o acesso dos pacientes.
Na segurança pública, a proposta inclui ampliar o uso de câmeras inteligentes, barreiras digitais e análise de dados, baseando-se na experiência da Civitas na capital. O objetivo é fortalecer a investigação e a ação policial, garantindo mais segurança para a população e o comércio local.
Potencial político e impacto social
O sucesso na segurança pública pode fortalecer a posição política de Paes nacionalmente, ao mesmo tempo em que devolve tranquilidade aos moradores do estado. O DIÁRIO DO RIO enxerga nessa convergência uma oportunidade real de avanço.
Conclusão: voto pragmático para governar o Rio
O apoio a Eduardo Paes baseia-se em sua experiência, capacidade de definir prioridades e disposição para cobrar resultados. O Rio precisa recuperar organização, comando e capacidade de realização no governo estadual, assim como ocorreu na Prefeitura com Cesar Maia. A recomendação do voto 55 para governador reflete essa perspectiva de transformação concreta e necessária para o estado.

