Intervenções Urbanas Revelam Impactos da Violência na Educação Fluminense
A Anistia Internacional iniciou uma série de intervenções urbanas em locais estratégicos do Rio de Janeiro, próximos a áreas de circulação de autoridades do sistema de justiça e segurança pública. Esta ação, parte da campanha ‘Educação no Alvo’, utiliza mobiliário urbano e peças de mídia Out of Home (OOH), especialmente nas proximidades da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ), da Secretaria de Segurança Pública e do Ministério Público.
O principal objetivo é expor como o direito à educação tem sido comprometido pela frequência de operações policiais e confrontos armados no estado fluminense. As intervenções criadas pela agência Africa Creative apresentam materiais didáticos que seriam utilizados caso as aulas não tivessem sido canceladas. Esses materiais são transformados em alvos de tiro, simbolizando o impacto direto da insegurança pública no cotidiano escolar e no aprendizado de inúmeras crianças.
Essa mobilização ocorre em um momento político significativo, visando estimular um debate público sobre a segurança, levando em conta os efeitos concretos na vida de crianças e adolescentes, além de suas famílias e comunidades. A primeira etapa da ação foi exibida em um painel de OOH, localizado no Jardim de Alah, ampliando a visibilidade da denúncia sobre a interrupção contínua do calendário escolar.
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O projeto conecta as datas do calendário escolar de 2025 aos registros de tiroteios no estado, revelando que os estudantes perderam aproximadamente 50 dias letivos apenas no ano passado – quase dois meses! Isso se deve a episódios de violência extrema, incluindo tiroteios, ameaças e operações policiais que afetam a rotina escolar.
Ao ocupar espaços próximos a centros de decisão, a Anistia Internacional busca evidenciar que, atualmente, o funcionamento das escolas em muitos territórios é condicionado pela dinâmica da violência, em vez de seguir as diretrizes educacionais estabelecidas. Essa realidade alarmante não pode ser ignorada, e a organização pretende trazer essa discussão para o primeiro plano da agenda pública.
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Além disso, a campanha também lança o documentário ‘Cartas pela Paz’, dirigido por Mariana Reade, Thays Acaiabe e Patrick Zeiger, em colaboração com a Redes da Maré, uma organização que defende os direitos nas favelas do Rio de Janeiro. No filme, crianças que vivem nessas comunidades escrevem cartas ao Supremo Tribunal Federal, expressando suas preocupações e esperanças em relação à violência que afeta suas vidas diárias.
As violações de Direitos Humanos são uma das principais pautas da Anistia Internacional, e a situação no Rio de Janeiro apresenta uma oportunidade ímpar para que a organização mobilize a sociedade civil e pressione os órgãos de controle, como o Ministério Público, a fim de mudar essa narrativa dolorosa. A educação, um direito fundamental, não pode ser sacrificado em meio à violência. Precisamos agir para garantir que todas as crianças tenham acesso a um ambiente seguro e propício para aprender e se desenvolver.

