Críticas ao STF são foco no debate dos candidatos ao Senado no Rio
A crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) marcou o debate promovido pelo g1 com os candidatos ao Senado pelo Rio de Janeiro: Carlos Jordy (PL), Marcelo Crivella (Republicanos), Marcos Dias (Podemos) e Pedro Paulo (PSD), na manhã desta terça-feira (22). Os quatro concordaram que ministros suspeitos devem ser investigados e defenderam que o Senado tome a iniciativa de pedir impeachment de membros da Corte quando necessário.
Acusações e propostas para conter excessos da Corte
Durante o evento, Jordy direcionou críticas ao ministro Alexandre de Moraes, acusando o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de tentar proteger o STF, mesmo com Lula declarando publicamente que todos os envolvidos no caso Master devem ser investigados. O candidato do PL afirmou que o Supremo tem ultrapassado suas atribuições e pediu que o Senado aja para conter esses abusos. “O STF se tornou um grande balcão de negócios. Alexandre de Moraes apodreceu a Suprema Corte. Temos que avançar com o impeachment para dar uma resposta para a sociedade”, declarou.
Pedro Paulo defendeu que o Senado tenha papel ativo no julgamento de ministros envolvidos em suspeitas de irregularidades. Propôs ainda a criação de mandatos fixos para limitar o tempo dos magistrados na Corte e reduzir decisões monocráticas. “Não coaduno com desvios de conduta de ninguém. Mas precisamos fazer esse debate sem lacração nas redes sociais”, afirmou.
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Fonte: diretodorecife.com.br
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Fonte: novaimperatriz.com.br
Reformas e equilíbrio entre os poderes no centro das propostas
Marcelo Crivella ressaltou a necessidade de reformar o funcionamento do Supremo. Recordou projeto apresentado em 2005 para que membros da Suprema Corte fossem submetidos a sabatinas periódicas. Segundo ele, o novo Congresso precisa ter coragem para votar mudanças no Judiciário. “Não temos equilíbrio entre os poderes. Deputados e senadores ficam respondendo a processos no Supremo e têm receio de aprovar algo que restrinja o poder absoluto dessa Corte”, avaliou.
Marcos Dias criticou as indicações políticas para a Corte, associando-as à atual polarização do país. Defendeu a valorização e escolha de juízes de carreira para os cargos do Supremo, além da fixação de mandato de oito anos, sem possibilidade de extensão. “Sou pelo mandato de 8 anos e nada mais do que isso”, resumiu.
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Fonte: omanauense.com.br

