Um encontro global em Nova Petrópolis
A partir desta quinta-feira (16), Nova Petrópolis vira palco de uma rica mistura de ritmos e tradições com o 53º festival internacional de folclore. Mais do que uma série de apresentações artísticas, o evento se apresenta como uma ponte cultural, conectando grupos folclóricos, moradores e turistas em experiências que vão além do palco.
Entre as atividades que ampliam essa conexão estão as Noites Culturais, que acontecem em quatro edições nas comunidades do interior da cidade que abrigam grupos folclóricos próprios. Essas noites têm início com apresentações dos artistas locais, seguidas por dois grupos convidados, criando um intercâmbio cultural gratuito e acessível para moradores de regiões mais afastadas do centro urbano.
Integração e convivência nas Noites Culturais
Durante as Noites Culturais, o público é convidado a participar das danças de integração com os grupos folclóricos, fortalecendo o contato entre artistas e espectadores. A programação costuma ser encerrada com um jantar coletivo, que reforça os laços criados ao longo da noite.
“O intercâmbio não acontece só no palco. Existem várias ações, vários movimentos, porque queremos que essa experiência seja muito significativa, tanto para os artistas, quanto para o público que está prestigiando e acompanhando a programação”, destaca Iasmin Schmitt, coordenadora geral do festival.
A primeira Noite Cultural está marcada para terça-feira (21), no Centro Social e Cultural de Pinhal Alto, com a participação do grupo Volkstanzgruppe Tannenwald de Nova Petrópolis e convidados do Equador e de Porto Alegre, a partir das 19h30.
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Mais de 2 mil bailarinos de oito países
O festival se estenderá até 2 de agosto e terá a participação de mais de 2 mil bailarinos divididos entre 43 grupos folclóricos. Além do Brasil, os artistas vêm do México, Canadá, Letônia, Chile, Peru, Argentina e Equador. A edição deste ano traz como tema “O Mundo se Encontra em Nossa Casa”.
“O público pode esperar cada vez mais acolhimento e muitas apresentações culturais. Virão países que nunca vieram antes, que é um dos nossos diferenciais a cada edição. Um exemplo é um grupo da Letônia, uma cultura bem diferente. Mas, ao mesmo tempo, também receberemos alguns grupos que são queridinhos do público, como os da Argentina, com apresentações espetaculares de tango”, comenta Iasmin.
Programação diversificada e cidade em festa
Além das danças, a programação gratuita conta com desfiles culturais, oficinas, feira multicultural, jogos germânicos e uma variedade de opções gastronômicas típicas. Desde o começo do mês, cerca de 40 profissionais trabalham na montagem de palcos, tendas e na decoração da cidade para receber o público.
Do Ceará para a Serra Gaúcha
O grupo cearense Cia de Danças Populares Txai é presença conhecida no festival, com cerca de sete participações desde sua estreia em 2010. Para o coordenador Lairton Guedes, a receptividade do público gaúcho fortalece o vínculo entre o grupo e Nova Petrópolis.
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“É um local muito agradável, é um povo muito receptivo. Mesmo no frio, a gente vê aquele público ao redor, aquele público aplaudindo, prestando atenção no que você está executando. A gente se tornou muito fã do festival por conta das pessoas”, relata Guedes.
Com 27 anos de trajetória, o Txai mantém ensaios constantes para apresentar danças como xaxado, xote, baião e frevo, sempre contando histórias por meio do movimento.
Programação e informações práticas
O 53º Festival Internacional de Folclore ocorre de 16 de julho a 2 de agosto, na Rua Coberta de Nova Petrópolis (Rua Rui Barbosa, no Centro). A entrada é gratuita.
Na quinta-feira, a Sociedade Alegria, de Fazenda Pirajá, realiza às 19h o acendimento da Chama Folclórica. Na sexta-feira, a Rua Coberta recebe às 14h o Festival de Esquetes em Língua Alemã, seguido pela abertura oficial do festival às 19h e o espetáculo “Nosso Chão, Nosso Palco” às 20h.

