Nova Iguaçu ganha Superintendência de Museus
No dia 15 de maio de 2026, menos de um mês após a inauguração do primeiro Museu de Arqueologia e Etnologia do estado do Rio de Janeiro, a Prefeitura de Nova Iguaçu anunciou a criação da Superintendência de Museus, vinculada à Secretaria Municipal de Cultura. Essa nova estrutura tem como principal objetivo desenvolver políticas públicas para o setor museal, além de estruturar projetos técnicos e captar recursos junto aos governos estadual e federal, bem como de instituições culturais e de fomento, com a finalidade de viabilizar a implantação de novos equipamentos culturais no município.
Integração à política pública de museus
Com a criação da Superintendência de Museus, Nova Iguaçu passa a integrar um seleto grupo de cidades fluminenses que contam com uma estrutura específica voltada para a política pública de museus, ao lado do município do Rio de Janeiro e de Petrópolis, além do Governo do Estado do Rio de Janeiro. Essa integração é vista como um nova etapa para o fortalecimento da cultura local e para a preservação da memória e da identidade cultural da cidade.
Projetos em desenvolvimento
Entre os projetos que estão sendo estudados pela Prefeitura de Nova Iguaçu estão o Museu da Cidade de Nova Iguaçu, que será localizado no Centro, e o Museu de História Natural, além do Museu Vila de Iguassú, que estão previstos para o Parque Histórico e Arqueológico de Iguassú Velha, em Tinguá. Esse parque, por sua vez, também abriga o recém-inaugurado Museu de Arqueologia e Etnologia do estado do Rio de Janeiro.
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Outro projeto significativo é a reconstrução da histórica Fazenda São Bernardino, cuja licitação do projeto executivo está em andamento com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A intenção é transformar o local em um espaço dedicado à história e à cultura, preservando um dos patrimônios históricos mais emblemáticos da cidade.
Impacto cultural e social
O anúncio da criação da Superintendência de Museus foi feito às vésperas do Dia Internacional dos Museus, que é celebrado em 18 de maio. A iniciativa reforça a estratégia de Nova Iguaçu de transformar a cultura em um instrumento permanente de educação, preservação histórica, turismo e desenvolvimento social. O objetivo é estruturar um circuito cultural que conecte passado, educação e desenvolvimento local, valorizando desde a antiga Vila de Iguassú até aspectos ambientais, científicos e sociais que fazem parte da formação do município.
Visão do prefeito
O prefeito Dudu Reina enfatizou a importância dessa iniciativa, destacando que “Nova Iguaçu tem uma história muito rica, mas durante muito tempo nossos jovens cresceram sem conhecer a dimensão da importância cultural e histórica da própria cidade e da Baixada Fluminense. Investir em cultura é também despertar esse interesse, criar pertencimento e abrir novos horizontes”. Segundo ele, fortalecer a cultura é essencial para o futuro da cidade, proporcionando aos jovens acesso à arte, à pesquisa e à memória, além de abrir oportunidades ligadas ao turismo, à educação e à preservação do patrimônio.
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Fonte: gpsbrasilia.com.br
Potencial turístico e econômico
A Prefeitura de Nova Iguaçu também aposta no potencial turístico e econômico que esses projetos podem proporcionar, especialmente na região de Tinguá, que concentra um rico patrimônio histórico, ambiental e arqueológico. Esta área vem sendo incluída em iniciativas de valorização cultural e desenvolvimento sustentável, o que pode impulsionar ainda mais o fortalecimento da cultura local e a preservação da memória na cidade.

