Iniciativa do Espaço Kairós
O Espaço Kairós, em uma abordagem contínua de formação, tem se dedicado nos últimos cinco anos a promover debates sobre ancestralidade e identidade, além de Práticas Pedagógicas antirracistas. A mais recente atividade desse projeto foi uma saída pedagógica para Ouro Preto, que contou com a participação de 140 educadores, incluindo gestores, professores, além de profissionais de limpeza e cozinha das 28 unidades conveniadas à Secretaria Municipal de Educação.
O principal foco da ação foi aprofundar a compreensão sobre ancestralidade, contribuindo para a construção de um currículo que priorize a equidade racial. “Desconstruir o racismo na sociedade é uma responsabilidade das instituições de ensino e um direito assegurado por lei, sendo essencial para a formação de cidadãos. Nesse contexto, entender o processo escravagista no Brasil, principalmente em locais históricos como Ouro Preto, é fundamental para reconhecer as desigualdades e valorizar as contribuições dos povos africanos”, destaca Eduardo Arantes, mantenedor do Espaço Kairós.
A Escolha de Ouro Preto
A escolha de Ouro Preto para essa formação não foi ao acaso. A cidade, um dos grandes centros da colonização portuguesa e da exploração do ouro, carrega profundas marcas do trabalho, resistência e sabedoria dos povos africanos escravizados. Essa visita conclui um percurso formativo que já inclui cidades emblemáticas como Rio de Janeiro, Paraty e Salvador.
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Durante a imersão, os educadores participaram de visitas guiadas a pontos históricos significativos, como a Praça Tiradentes, o Museu da Inconfidência, o Largo do Coimbra e o Passo de Antônio Dias. Também estavam no roteiro a Igreja de São Francisco de Assis, a Igreja de Nossa Senhora do Carmo, a Matriz de Nossa Senhora do Pilar, além da Casa dos Contos e da Mina do Veloso.
Reflexões e Aprendizados
A experiência foi enriquecida com rodas de conversa que conectaram eventos históricos às vivências atuais, especialmente no que se refere ao impacto do racismo na escola. Temas como apelidos, termos discriminatórios e práticas excludentes foram debatidos para fomentar a conscientização e a transformação. “Esses aprendizados precisam ser incorporados ao dia a dia das unidades. A proposta é revisar práticas pedagógicas sob uma ótica antirracista, abrangendo desde músicas e histórias até o planejamento alimentar e a organização de eventos escolares”, comenta Eduardo.
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A intenção é fortalecer o sentimento de pertencimento, valorizar as raízes e promover a equidade, especialmente entre educadores e crianças pretas. Como resultado, as formações internas, o cardápio e as atividades escolares passarão a ter uma abordagem mais sensível às questões étnico-raciais, tornando assim o processo educativo mais significativo e alinhado à diversidade cultural do Brasil.
Compromisso com a Educação Transformadora
Essa iniciativa já é uma prática consolidada no Espaço Kairós e se mantém como um projeto contínuo, reafirmando o compromisso da instituição com uma educação que não apenas reconhece a história, mas que também valoriza a ancestralidade e contribui para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Através de ações como essas, o Espaço Kairós se torna um pilar essencial na luta por uma educação que respeita e celebra a diversidade.

