Exposição Inovadora com Acento Feminino
A Fundação Nacional de Artes (Funarte) celebra um marco significativo para a arte brasileira ao anunciar a participação do país na 61ª Bienal de Arte de Veneza. Este evento, que ocorre de 9 de maio a 22 de novembro de 2023, em Veneza, Itália, é uma das mais importantes plataformas de arte contemporânea no mundo. Com o objetivo de preservar a memória e promover a diversidade das artes brasileiras, a Funarte articula sua participação em conjunto com diversas instituições e patrocinadores, recorrendo inclusive à Lei Rouanet. A exposição, organizada no Pavilhão do Brasil, é uma colaboração entre a Fundação Bienal de São Paulo, o Ministério da Cultura e o Ministério das Relações Exteriores.
Este ano, a presença do Brasil na Bienal é histórica, pois, pela primeira vez, a curadoria do Pavilhão será totalmente conduzida por mulheres. Com a mostra intitulada “Comigo ninguém pode”, a curadora Diane Lima, primeira mulher negra a assumir essa função, utiliza a planta homônima como uma metáfora poderosa que aborda temas de proteção, toxicidade e resiliência. A exposição traz obras das artistas Adriana Varejão e Rosana Paulino, que se unem para reescrever a narrativa histórica sob uma perspectiva feminina, focando na memória e nas identidades afro-indígenas do Brasil.
Diane Lima comenta: “A união de Paulino e Varejão é um testemunho do que há de mais revolucionário nas artes nacionais. Suas obras dialogam com as lutas sociais e democráticas, sem deixar de nos impactar com sua alta qualidade artística. A expressão ‘Comigo ninguém pode’, além de ressoar a sabedoria coletiva que se torna força, simboliza uma defesa da nossa identidade enquanto nação”.
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Recuperação e Modernização do Pavilhão do Brasil
A Fundação Bienal de São Paulo também se destaca pelo projeto de recuperação do Pavilhão do Brasil, que agora conta com restauro arquitetônico, melhorias na infraestrutura e acessibilidade, assegurando melhores condições tanto para a conservação das obras quanto para a experiência do público. Desde 2023, a seleção do projeto curatorial e artístico do pavilhão é realizada por uma comissão que inclui representantes das entidades envolvidas, garantindo uma abordagem colaborativa e diversificada.
Entre os destaques da exposição, a viga central do espaço receberá 12 telas inéditas de Adriana Varejão, além de uma nova configuração da instalação “Tecelãs” (2003), de Rosana Paulino, que foi adaptada à arquitetura do pavilhão. A artista também apresentará novas peças da série “Atlântico Vermelho”, ampliando o diálogo sobre a identidade brasileira.
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Fonte: soudebh.com.br
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Fonte: cidaderecife.com.br
Artistas Brasileiros na Mostra Central da Bienal
Além do Pavilhão do Brasil, a mostra central da Bienal de Veneza contará com as obras de três artistas brasileiros: Ayrson Heráclito, Eustáquio Neves e Dan Lie. Esses artistas integram um total de 111 participantes de várias partes do mundo, que incluem artistas individuais, duplas colaborativas e coletivos. A curadoria da mostra central é liderada por um coletivo, que trabalhou sob a orientação da renomada curadora camaronesa Koyo Kouoh, que passou a integrar este projeto até seu falecimento inesperado, deixando um legado importante para a arte contemporânea.

