Novas Revelações Sobre Abusos em Escola de Barros Filho Chamam Atenção para a Segurança Infantil
Nesta segunda-feira, mais uma responsável compareceu à 39ª DP (Pavuna) para prestar depoimento contra o professor Guilherme Henrique Terra Abrantes, que foi preso em flagrante na última sexta-feira. Ele é suspeito de ter cometido estupro de vulnerável contra pelo menos seis alunas de apenas oito anos em um colégio particular no bairro de Barros Filho, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Segundo a delegada que conduz a investigação, a sétima criança não é uma vítima, mas estava presente na sala de aula durante os momentos em que os abusos ocorreram.
De acordo com relatos, o professor preso por estupro de vulnerável teria gravado vídeos com as alunas e sugerido ‘brincadeiras’ que foram na verdade uma forma de abuso. As denúncias contra ele não param de aumentar, e mais duas responsáveis foram à delegacia para relatar o que ocorreu.
Durante uma segunda reunião realizada na mesma data com os responsáveis dos alunos, a escola anunciou que implementará mudanças para garantir a segurança dos estudantes, como a instalação de câmeras de segurança nas salas de aula e o oferecimento de apoio psicológico a todos os alunos.
Uma mãe de uma das vítimas expressou sua indignação durante a reunião. ‘Acho que faltou uma prevenção maior. Nunca se espera que um profissional da educação cometa atos tão horrendos, mas é preciso estar atento e se precaver’, afirmou, ressaltando a necessidade de medidas mais eficazes para proteger as crianças.
Detalhes Sobre os Abusos e Ações da Escola
Os relatos indicam que os abusos aconteceram disfarçados como atividades lúdicas. O professor teria separado os alunos por gênero e solicitado que as meninas fizessem exercícios como ‘colocar os pés atrás da cabeça’ ou a posição de ‘ponte’. Após sua prisão, ele foi demitido e permanece sob custódia preventiva desde então.
Em entrevista ao GLOBO, uma responsável mencionou que a escola pediu desculpas aos pais e assegurou que irá prestar apoio psicológico a todas as crianças. Apesar da grave situação, as aulas estão programadas para serem retomadas normalmente na próxima semana.
Outra mãe expressou preocupação com a segurança das crianças e a falta de câmeras de segurança na escola, mas acrescentou que confia na capacidade da instituição de lidar com a situação. ‘Vou aguardar as medidas que serão tomadas a partir de segunda-feira’, afirmou.
Depoimentos Reveladores das Vítimas
O caso ganhou notoriedade quando as crianças começaram a relatar o desconforto que vivenciaram. Uma mãe contou que sua filha inicialmente descreveu a escola como um lugar normal, mas, quando questionada novamente, revelou que o professor havia feito toques inapropriados. ‘Ela disse que, ao tentar abraçar o tio, ele apertou a bunda dela com muita força’, compartilhou a mãe, expressando sua consternação.
Em uma reunião convocada pela coordenação, a criança detalhou os comportamentos do professor. ‘Ela disse que ele pediu para que elas fizessem uma ‘ponte’ e, em seguida, pegou o celular para filmá-las na posição em que estavam, quando a calcinha de uma das amiguinhas ficou à mostra’, contou a mãe, desesperada ao perceber a gravidade da situação que sua filha não compreendia completamente.
Outro depoimento de uma aluna ajudou a esclarecer a situação. A tia de uma das vítimas narrou que sua sobrinha revelou ter sofrido abuso físico direto. ‘Ela me chamou para conversar e, ao sentar, começou a tremer e a chorar, dizendo que o professor havia colocado a mão dentro do short dela’, contou, sublinhando a urgência da situação.
Ações da Escola e Reação da Comunidade
Após as denúncias, a escola realizou uma reunião com as responsáveis, onde foi informado que o professor foi demitido por justa causa e que a instituição prestará suporte psicológico às alunas afetadas. Uma mãe, preocupada, ressaltou que, apesar da confiança que tinha nas coordenadoras e diretoras, a situação a deixou insegura sobre a proteção dos alunos. ‘Sou mãe solteira e tento criar minha filha em um ambiente seguro, mas isso não foi suficiente’, desabafou.
A escola, por sua vez, emitiu uma nota afirmando que está colaborando plenamente com as autoridades e que tomou as devidas medidas administrativas. Também foram anunciadas ações de apoio psicológico às famílias, mas detalhes específicos do caso não serão divulgados, em respeito às vítimas e ao processo investigativo.
O caso, que chocou a comunidade escolar, acende um alerta sobre a segurança infantil e a necessidade de protocolos eficazes para prevenir abusos em instituições de ensino.

