Reunião Decisiva na Alerj
Os líderes dos partidos que compõem a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) se encontram nesta quarta-feira, dia 15, para deliberar sobre as regras e a data da eleição que escolherá o novo presidente da Casa. Este importante cargo está vago desde a cassação de Rodrigo Bacellar, que se encontra atualmente preso.
No mês passado, a Alerj havia eleito Douglas Ruas, do PL, para assumir a presidência, mas essa votação foi suspensa pela Justiça. O motivo? A eleição ocorreu antes da retotalização dos resultados de 2022, uma vez que todos os votos que pertenciam a Bacellar foram considerados nulos após sua cassação.
Na tarde dessa terça-feira, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) homologou a retotalização dos votos, preservando a bancada eleita do PL na Casa. Com isso, Renan Jordy passa a assumir o mandato de deputado, enquanto as tensões políticas se intensificam entre os aliados de Douglas Ruas, que solicitam uma nova eleição para a presidência de forma imediata.
O atual presidente em exercício da Alerj, Guilherme Delaroli, declarou que programará a eleição apenas após ser oficialmente notificado pelo TRE e após uma reunião com os líderes das diversas bancadas. Entretanto, nesta quarta-feira, há um clima de incerteza, com parte dos deputados manifestando dúvidas sobre uma nova candidatura de Douglas Ruas ao cargo de presidente. A percepção é de que a posição perdeu sua atratividade, especialmente em decorrência de uma liminar do Supremo Tribunal Federal (STF), que altera a linha sucessória e estabelece o presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto, como governador interino, em vez do presidente da Alerj.
O cientista político Josué Medeiros comenta que essa liminar pode dificultar as aspirações do grupo político que apoia Douglas Ruas. Por outro lado, os partidos aliados ao ex-prefeito Eduardo Paes pressionam para que a eleição ocorra somente após o julgamento no STF, que determinará o modelo de escolha para o mandato-tampão de governador. Os deputados dessas legendas até consideram boicotar uma eventual votação, se ela ocorrer antes dessa decisão judicial.

