Importância da Imunização e Métodos de Prevenção
No Dia Mundial de Conscientização do HPV, a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) intensifica os esforços para promover cuidados contra o Papilomavírus Humano, a infecção sexualmente transmissível mais comum no mundo. O HPV, que possui mais de 200 tipos, está associado a diversas condições de saúde, incluindo o câncer de colo de útero. A vacinação, que é segura e eficaz, pode ser acessada gratuitamente pela rede pública de saúde, mas é fundamental combiná-la com práticas sexuais seguras.
Atualmente, o público-alvo da vacinação foi ampliado para jovens de até 19 anos que ainda não se imunizaram. A cobertura vacinal do HPV entre o público regular, que inclui meninas de 9 a 14 anos, é de 73%, enquanto entre meninos a taxa é de 60%. É importante ressaltar que, embora alguns tipos de HPV causem verrugas genitais, outros têm potencial para provocar câncer. Um levantamento realizado em 2023 pelo Ministério da Saúde indicou que 54,4% das mulheres e 41,6% dos homens que já iniciaram a vida sexual foram afetados pelo vírus. Assim, a vacinação deve ser complementada pelo uso de preservativos, uma estratégia eficaz para reduzir o risco de contágio.
“Estamos preocupados com os índices de vacinação, pois eles representam um risco para as futuras gerações, principalmente entre os meninos. Por isso, fazemos um apelo para que os pais e responsáveis levem crianças e adolescentes para se vacinarem contra o HPV. Atualmente, o esquema vacinal consiste em uma única dose, facilitando ainda mais o acesso. Para aqueles que já têm vida sexual ativa, a proteção deve vir também do uso de preservativos, independentemente da vacinação”, ressalta a secretária de Estado de Saúde, Claudia Mello.
Além dos jovens, adultos com imunossupressão, como pessoas vivendo com HIV, transplantados e aqueles com outras condições específicas, bem como vítimas de violência sexual, podem receber a vacina pelo SUS até os 45 anos, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde.
Alice, uma jovem que foi vacinada aos 9 anos, compartilha sua experiência: “Doeu um pouco, mas agora tô protegida. Para mim, vacina significa proteção”, disse a moradora de Niterói, acompanhada da mãe, Natália Rosa. Essa declaração destaca a importância da vacinação na percepção de proteção da saúde, especialmente entre os mais jovens.

