Moda circular e cultura em foco na Casa de Cultura de Belford Roxo
A Casa de Cultura de Belford Roxo voltou a ser o cenário do Sarau de Histórias, evento que cresceu a partir do bazar de trocas realizado no município em 2025. Organizado por Telma Moreno, representante do Fashion Revolution na região, o encontro integrou a programação oficial da 2ª edição do movimento global de moda sustentável e as mobilizações da campanha nacional Setembro de Segunda Mão.
A ação contou com o apoio institucional da Casa de Cultura e do secretário municipal de Cultura, André Carvalho, que reforça o compromisso com a iniciativa pelo segundo ano consecutivo. O Museu Vivo Multiartes de Belford Roxo também participou, trazendo uma exposição de quadros retratando pontos turísticos locais, além de apresentar uma seleção cuidadosa de livros e CDs de artistas da cidade.
O valor da moda circular em tempos de descarte têxtil
O evento destacou a importância da moda circular frente aos desafios ambientais causados pelo descarte excessivo na indústria têxtil. Trocar, reaproveitar e transformar roupas deixou de ser uma tendência para se tornar uma responsabilidade social e ambiental. Peças que permanecem esquecidas no guarda-roupa podem ganhar vida nova por meio de customizações, reparos e upcycling — processo que transforma materiais descartados em produtos renovados, com mais valor e utilidade.
“Vivemos um dia especial de cultura, sustentabilidade e troca de experiências, com moda circular, troca de roupas, artesanato sustentável, música, exposições e muita criatividade. O encontro reuniu diferentes gerações e mostrou que dar um novo significado às peças também é uma forma de preservar histórias e cuidar do nosso futuro”, afirmou o secretário André Carvalho, agradecendo a Telma Moreno e a todos os participantes.
Relatos que costuram memórias e conexões afetivas
O sarau ganhou vida com as histórias compartilhadas pelos presentes. André Carvalho emocionou o público ao recordar roupas marcantes de sua vida, ligadas à sua infância e à influência da mãe costureira. Revelou seu interesse em aprender crochê, uma arte que carrega memórias afetivas profundas.
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Fonte: olhardanoticia.com.br
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Geisa trouxe um relato delicado sobre um vestido que acompanhou suas três gestações e uma toalha de mesa com lembranças de café com a tia. A peça, recuperada da queimadura de ferro, foi incorporada ao vestido, que ganhou uma nova chance de vida ao ser assumido por Telma Moreno para continuar essa trajetória.
Além de articular o evento, Telma ministrou uma palestra sobre a urgência de combater o desperdício na indústria da moda, reforçando a importância da economia circular.
Integração cultural e geração de novos vínculos
A programação reuniu pessoas de várias idades em um ambiente que promoveu acolhimento e troca. Os professores Isaque, Josiel e Samantha animaram o público com apresentações de teclado e violão, enquanto o cantor Gelson Jimmy, do Museu Vivo Multiartes, trouxe sua voz para o encontro.
A tarde foi dedicada às manualidades, com oficinas de moda passarela, artes plásticas e artesanato sustentável oferecidas pela Casa de Cultura e pelo Fashion Revolution Belford Roxo. A oficina de bordado destacou-se pela participação de uma aluna de passarela e 2ª Princesa Pacific Brasil 2027, que esteve acompanhada da mãe artesã, simbolizando o diálogo entre arte, estética e as novas gerações.
Compromisso de Belford Roxo com a moda ética e consciente
Telma Moreno ressaltou que o Sarau de Histórias reforça o compromisso local com uma moda mais ética e afetiva. O apoio da Casa de Cultura e do secretário André Carvalho foi fundamental para receber essa iniciativa que une troca de roupas, histórias e criatividade, ampliando o conceito da moda circular.
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Fonte: ocuiaba.com.br
Para acompanhar a continuidade da programação do Fashion Revolution em Belford Roxo, é possível seguir o Instagram @telma_moreno57, relacionado à Te Art Produções.
Fashion Revolution: um movimento global por uma moda mais justa
Fundado em 2013 no Reino Unido, o Fashion Revolution surgiu após o trágico desabamento do edifício Rana Plaza, em Bangladesh, que ceifou a vida de mais de 1.100 trabalhadores da indústria da moda expostos a condições inseguras. Desde então, o movimento se espalhou por mais de 100 países, promovendo uma indústria da moda mais ética, sustentável e transparente.
No Brasil desde 2014, o Fashion Revolution questiona: “Quem fez minhas roupas?”, estimulando consumidores, marcas e governos a refletirem sobre os impactos sociais e ambientais da produção têxtil. A semana do movimento, realizada anualmente em abril, reúne debates, oficinas e ações que buscam transformar a relação com a moda.
O movimento atua em três pilares principais: valorização dos direitos humanos dos trabalhadores da moda, incentivo à sustentabilidade por meio da moda circular e upcycling, e transparência quanto às práticas das marcas e da indústria têxtil.

