Uma Virada de Ano que Movimentou Bilhões
No Réveillon de 2026, o Rio de Janeiro se destacou ao registrar um faturamento de impressionantes R$ 3,34 bilhões, confirmando sua posição como a maior festa de Ano Novo do mundo. Essa cifra representa mais de 40% do total que se espera movimentar em todo o Brasil, que gira em torno de R$ 8 bilhões. Comparado ao ano anterior, o resultado mostra um crescimento de 15%, sinalizando um retorno robusto das festividades após os desafios enfrentados nos últimos anos.
A Praia de Copacabana foi o coração da celebração, reunindo cerca de 2,6 milhões de pessoas. Além desta, outros 13 palcos montados pela cidade atraíram um público total superior a 5,1 milhões. Essa grande movimentação resultou em uma taxa de ocupação hoteleira em torno de 87,01% no período.
“A virada de ano trouxe cerca de R$ 3 bilhões para a economia local”, declarou Beny Fard, especialista em finanças e investimentos. O valor superou ligeiramente o faturamento da festa de 2024-25, consolidando o Rio como um destino de relevância no turismo de grandes eventos.
Condições Favoráveis no Setor Hoteleiro
O aumento no fluxo de turistas elevou as taxas de ocupação, especialmente nas áreas da Zona Sul, onde Copacabana e Leme alcançaram 91,83% de ocupação nos hotéis. Ipanema e Leblon, por sua vez, também se destacaram com 89,06%. “A demanda por hospedagem, alimentação e transporte foi impulsionada por mais de 5 milhões de participantes”, acrescentou Fard, ressaltando o impacto positivo em toda a cadeia de serviços.
Fortaleza em uma Boa Posição
Em segundo lugar, Fortaleza se destacou com uma movimentação financeira significativa, que deve variar entre R$ 3,6 bilhões e R$ 5 bilhões. Esse valor representa um impacto econômico considerável para a região. “As projeções indicam que o turismo local vai gerar um impacto de cerca de R$ 800 milhões”, afirmou Fard. Com a expectativa de receber mais de 700 mil visitantes, a ocupação hoteleira na capital cearense alcançou um expressivo 95% durante as festividades.
O Réveillon de Fortaleza também marca o início das comemorações pelos 300 anos da cidade, com uma programação que se estendeu de 15 de dezembro a 15 de janeiro, ampliando ainda mais o impacto econômico.
São Paulo e o Grande Palco da Virada
São Paulo ocupou a terceira posição no ranking, com uma movimentação superior a R$ 1 bilhão na Avenida Paulista, que atraiu cerca de 2 milhões de pessoas. “O Réveillon na Paulista continua a ser um dos principais motores turísticos e econômicos da virada”, destacou o especialista, ressaltando que esse evento gerou um impacto significativo na economia local.
Com 14 horas de programação gratuita e a maior queima de fogos silenciosa do país, o evento se consolidou como um atrativo diversificado para todas as idades. De acordo com um estudo da FGV, o evento injetou recursos valiosos na economia, beneficiando bares, hotéis, restaurantes e comércio ambulante.
Salvador e o Festival Virada
Salvador também se destacou com sua programação estendida de cinco dias, conhecida como Festival Virada Salvador 2026, que ocorreu de 27 a 31 de dezembro. O evento recebeu cerca de 2 milhões de pessoas e contou com mais de 60 atrações musicais, oferecendo aproximadamente 100 horas de música.
Crescimento do Turismo Internacional
Em um cenário mais amplo, o Brasil recebeu 9,3 milhões de turistas estrangeiros em 2025, atingindo um recorde histórico e um aumento de 37% em comparação ao ano anterior. “Os dados mostram que superamos as expectativas do Ministério do Turismo”, comemorou Fard, destacando a Argentina como o maior emissor de turistas, com mais de 3,3 milhões de visitantes.
São Paulo e Rio de Janeiro continuaram a ser as principais portas de entrada do país, concentrando a maioria dos desembarques internacionais. A parceria entre as políticas de promoção no exterior e o setor privado foi fundamental para o sucesso das festividades, com o mês de dezembro apresentando quase 900 mil chegadas durante as festas de fim de ano e o verão brasileiro.
Análises e Expectativas Futuras
Para Beny Fard, os números revelam duas tendências importantes: o aumento do gasto médio por pessoa e a retomada gradual do turismo internacional após a pandemia. “Essas festividades de final de ano se tornaram um termômetro de consumo e confiança econômica”, conclui ele, salientando que esses dados são determinantes para a alta temporada turística que se aproxima no Brasil.

