Mudanças nos Estaduais: Adaptando-se ao Novo Calendário
Os Estaduais brasileiros já estão em ação. Na última terça-feira, tiveram início competições como o Cearense, Catarinense e Paranaense. Ao longo do final de semana, outros campeonatos também darão sua largada, incluindo o Paulista, Carioca, Mineiro e Gaúcho. Contudo, não é apenas a data de início que marca essas mudanças. A temporada de 2026 trouxe um novo panorama para os tradicionais torneios, que agora enfrentam a concorrência da Série A do Brasileirão, que começa no dia 28 de janeiro. Com isso, muitos Estaduais tiveram sua duração encurtada, resultando em apenas 11 datas para a maioria deles.
Os Estaduais estão passando por um período de adaptação, especialmente aqueles que envolvem clubes da elite do futebol nacional. As federações precisaram revisar os formatos de competição, e as alterações são visíveis nos principais campeonatos, como o Carioca, Catarinense, Paranaense e Paulista. Tradicionalmente, a fase de classificação era disputada em formato ‘todos contra todos’, mas agora os 12 participantes foram reorganizados em dois grupos de seis, que competirão entre si.
Esse novo formato se tornou o mais comum, dado o limite de datas disponíveis. Entretanto, algumas federações optaram por soluções diferentes. O Campeonato Paulista, por exemplo, se inspirou na Champions League e aboliu os grupos, implementando uma fase de liga. Assim, cada uma das 16 equipes jogará oito partidas antes de avançar para o mata-mata, onde os oito melhores classificados seguirão na disputa.
Outros Estaduais, como os Gaúcho e Paraense, realizaram mudanças mais discretas, passando de uma primeira fase com três grupos para apenas dois. Contudo, algumas competições conseguiram manter o formato clássico de todos contra todos, como o Pernambucano e o Baiano. A necessidade de encurtar os torneios fez com que as federações focassem nas rivalidades locais, garantindo que confrontos clássicos fossem preservados e mantivessem o interesse do público.

