Reações de Governadores Brasileiros à Captura de Maduro
A confirmação de Donald Trump sobre ataques militares à Venezuela e a prisão do presidente Nicolás Maduro provocou diversas reações entre os governadores brasileiros nas redes sociais. Enquanto alguns celebraram a ação, outros expressaram preocupações sobre as implicações para a soberania brasileira e o cenário político na América Latina.
Cláudio Castro, governador do Rio de Janeiro, foi um dos que comemoraram. Ele afirmou que “o povo da Venezuela tem motivos para comemorar a ação do presidente Trump”. Para Castro, Maduro é um ditador que “viola direitos humanos, persegue e silencia opositores, não respeitando os valores democráticos que todos prezamos”.
Por outro lado, Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, manifestou sua preocupação. Embora reconheça o regime de Maduro como “inadmissível”, ele criticou a intervenção dos Estados Unidos. “Diante dos graves acontecimentos, manifesto minha profunda preocupação com a escalada de tensão em nossa região”, destacou Leite. Em seu pronunciamento, ele reafirmou que os direitos humanos são essenciais e que a violência perpetrada por uma nação contra outra soberana é inaceitável. “Os princípios diplomáticos devem prevalecer, com diálogo e respeito à soberania das nações para resolver conflitos. Nossa América Latina precisa de paz e cooperação, não de intervenções armadas”, completou.
O governador do Paraná, Ratinho Junior, também se manifestou nas redes sociais, parabenizando Trump e exaltando a liberdade. “Viva a liberdade. Viva a democracia! Viva a Venezuela!”, afirmou. Ele ressaltou que a decisão do presidente americano é um marco para o povo que, segundo ele, estava sendo oprimido há décadas por um regime antidemocrático.
Renato Casagrande, governador do Espírito Santo, expressou uma visão mais cautelosa. Ele afirmou que não concorda com o autoritarismo do governo Maduro, mas também não apoia intervenções externas que desrespeitem a soberania dos países. Essa posição destaca a complexidade do cenário político e a necessidade de encontrar soluções que respeitem a autonomia das nações.
Por fim, Ronaldo Caiado, governador de Goiás, considerou o dia 3 de janeiro como um marco na história venezuelana. “Que este dia entre para a história como o dia da libertação do povo venezuelano, oprimido há mais de 20 anos pela narcoditadura chavista. Que a democracia, a liberdade e a prosperidade se instalem no país”, declarou Caiado, reforçando sua esperança por um futuro melhor para a Venezuela.
Essas manifestações refletem a divisão de opiniões entre os líderes estaduais brasileiros, evidenciando a complexidade da situação na Venezuela e seus desdobramentos para a política interna e externa do Brasil.

