Mudança Rumo à Digitalização Total
A partir de agora, laudos laboratoriais e de imagem, incluindo exames como radiografias, ultrassonografias, tomografias e ressonâncias magnéticas, assim como documentos clínicos e administrativos, serão enviados e recebidos exclusivamente em formato eletrônico na rede municipal de saúde do Rio de Janeiro. Essa medida foi oficializada pela Resolução nº 6641, publicada em 12 de dezembro, que marca o fim da impressão de exames nas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) carioca.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS-Rio), essa mudança tem como objetivo modernizar os fluxos de trabalho, reduzir os custos operacionais e promover ações voltadas à sustentabilidade. A estimativa é que a economia anual com essa ação seja de aproximadamente R$ 2 milhões, valor que abrange gastos com papel, impressão, armazenamento e transporte de documentos.
A digitalização já é uma realidade em várias unidades de saúde. Atualmente, todas as clínicas operam com prontuários eletrônicos, equipadas com computadores e conexão à internet.
Iniciativas que Facilitam a Transição
Uma das iniciativas que facilitaram essa transição foi o lançamento da plataforma Minhasaúde.rio, que surgiu em 2021 na versão web e, em 2022, como aplicativo para smartphones. Esta ferramenta permite aos usuários agendarem consultas nas Clínicas da Família, acessarem a carteira de vacinação e consultarem seus dados clínicos.
Outro aspecto fundamental dessa mudança é o Histórico Clínico Integrado (HCI), que começou a ser implementado em 2024 e será expandido em 2025 para todo o sistema de saúde. Essa ferramenta compila informações dos últimos cinco anos, eliminando a necessidade de que os pacientes levem exames físicos durante as consultas, proporcionando maior comodidade e eficiência.
Compromisso com a Segurança e Modernização
O secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, comentou sobre a relevância dessa mudança, afirmando que o novo modelo é um reflexo da evolução tecnológica e do compromisso com a proteção de dados dos cidadãos. “A tecnologia já faz parte da rotina da saúde. Não faz sentido manter um formato que pode ser substituído com mais eficiência pelo digital. Seguiremos garantindo a segurança cibernética e o cumprimento da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). É mais um passo na modernização da nossa rede”, destacou o secretário.
Com essa nova resolução, documentos como fax, fotocópias e papéis em geral perderão a validade se não estiverem acompanhados do devido registro eletrônico. Os arquivos eletrônicos serão geridos por canais oficiais internos, como e-mails institucionais e grupos corporativos em aplicativos de mensagens. Além disso, a SMS-Rio informou que qualquer documento pessoal impresso que ainda esteja nas unidades de saúde será devolvido aos responsáveis legais.
Com essa iniciativa inovadora, o Rio de Janeiro se posiciona na vanguarda da saúde digital, trazendo não apenas benefícios econômicos, mas também promovendo práticas mais sustentáveis em sua rede pública de saúde.

