Temperaturas Elevadas e Consequências para a Saúde
Durante o feriado de Natal, 22 cidades do estado do Rio de Janeiro enfrentaram uma onda de calor intensa, resultando em quase mil atendimentos nas unidades de saúde da capital. As altas temperaturas, que já começaram a ser sentidas logo ao amanhecer, levaram muitos rio-branquenses a buscar locais com água para se refrescar.
Uma das banhistas mencionou a importância de um banho de mar ou piscina para aliviar o calor: “Um banho de mar, piscina, o que for, para refrescar, trazer as crianças para se hidratar”. Embora a água do Piscinão de Ramos, uma das principais áreas de lazer da Zona Norte, seja salgada, o local se transformou em um refúgio procurado por muitos para escapar do calor escaldante.
A situação é alarmante, com a Secretaria Estadual de Saúde do Rio emitindo um alerta sobre as temperaturas extremas. Em 25 de dezembro, 22 cidades registraram excessos de calor. Analisando dados de uma série histórica de 30 anos, a secretaria constatou que 10 cidades atingiram a bandeira vermelha, indicando calor extremo, enquanto 7 municípios, incluindo a capital, foram classificados com bandeira amarela, sinalizando calor severo. Apenas 5 cidades apresentaram temperaturas dentro do nível leve.
A saúde da população está em risco com as altas temperaturas. Mesmo que não se sinta sede, é fundamental manter a hidratação. O caminhoneiro Edson Andrande, que estava no Piscinão, fez um gesto solidário ao distribuir água para quem precisava. “Estou distribuindo água pra todo mundo. Quem quiser beber, bebe”, comentou.
Nos últimos dois dias, as unidades de saúde do município registraram cerca de mil atendimentos relacionados ao calor, com sintomas como tontura, fraqueza e desmaio sendo os mais frequentes. O secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, alertou sobre a importância de evitar a exposição direta ao sol, especialmente para aqueles que têm condições crônicas de saúde, como hipertensão e diabetes. “O número de atendimentos por queimadura aumenta muito nesse período, é preciso ficar atento, principalmente com os idosos, que desidratam com mais facilidade”, ressaltou.
As praias, como era de se esperar, estavam lotadas. Uma banhista destacou a dificuldade de ficar em casa por conta do calor: “Está muito quente. Nem dentro de casa dá para ficar mais, tem que vir para a praia”. Outro frequentador também destacou a importância do ambiente praiano: “Tenho uma praia dessa, uma água gelada, sempre refresca, em casa já é mais difícil.”
A temperatura na capital chegou a quase 40 °C, e a manicure Marcela de Souza expressou sua ambivalência em relação ao calor: “Eu amo e odeio ao mesmo tempo. Hoje eu estou amando que é a minha folga. Sábado eu vou odiar porque tenho que trabalhar”.

