Desaceleração dos Preços no Mercado Imobiliário
São Paulo – Os preços dos imóveis residenciais no Brasil tiveram um aumento significativo de 17,14% nos últimos 12 meses, encerrados em novembro, conforme aponta o Índice Geral do Mercado Imobiliário (IGMI-R), elaborado pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Em termos mensais, a média dos preços subiu 1,15% em novembro, uma desaceleração em relação ao aumento de 2,52% registrado em outubro.
A Abecip destaca que a desaceleração nos aumentos de preços foi uma tendência quase generalizada, com nove das dez capitais analisadas apresentando queda no indicador de um mês para o outro. A única exceção foi Goiânia, localizada no Centro-Oeste, onde os preços aceleraram, subindo de 0,70% para 1,13% no mesmo período. Brasília, por sua vez, seguiu a tendência nacional, com uma queda expressiva de 4,73% para 0,89%.
Variações Regionais do Mercado Imobiliário
No Sudeste, o IGMI-R mostra que as variações foram as menores em comparação com outras regiões do país. No Rio de Janeiro, a taxa de aumento caiu de 2,15% em outubro para apenas 0,29% em novembro. Em Belo Horizonte, a variação recuou de 2,14% para 0,56%. São Paulo também experimentou uma desaceleração, com a variação passando de 2,41% para 1,11%.
Na região Nordeste, a desaceleração foi visível em várias cidades. Recife, por exemplo, viu os preços dos imóveis residenciais desacelerarem de 3,43% em outubro para 2,19% em novembro. Em Salvador, os preços que tinham subido 3,05% em outubro variaram 2% no mês seguinte. Fortaleza apresentou uma redução menor, com a variação passando de 1,07% para 1,01%.
Desempenho das Capitais do Sul
As capitais da região Sul também seguiram a tendência de desaceleração. Porto Alegre, por exemplo, teve uma redução no aumento de 2,81% para 1,49%, enquanto Curitiba viu a variação cair de 2,46% para 2,13%. Essas mudanças refletem um ajuste no mercado imobiliário, o que pode impactar significativamente as decisões de investimento e financiamento nos próximos meses.
É importante notar que o IGMI-R, lançado em 2016, é o resultado de uma colaboração entre o Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV) e a Abecip. Este indicador é calculado com base em laudos de imóveis financiados por instituições bancárias, proporcionando uma visão clara do comportamento do setor imobiliário brasileiro.
Expectativas para o Futuro do Mercado Imobiliário
Com as taxas de juros em um cenário volátil e as incertezas econômicas, a expectativa é de que o mercado imobiliário passe por ajustes conforme o ano avança. Especialistas afirmam que a desaceleração dos preços pode ser um sinal de que os consumidores estão mais cautelosos e que a oferta de imóveis pode estar superando a demanda em algumas áreas.
Embora o aumento percentual dos preços tenha sido expressivo nos últimos meses, a tendência de desaceleração sugere que o mercado pode estar se preparando para um período de estabilização. Assim, investidores e compradores devem ficar atentos às movimentações do setor para tomar decisões informadas.

