Adesão ao Propag
O governador Cláudio Castro, do PL-RJ, sancionou nesta sexta-feira (26) a lei que permite ao estado do Rio de Janeiro aderir ao Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados com a União, conhecido como Propag. A nova legislação foi oficialmente publicada no Diário Oficial, mas a adesão ao programa é vista como um primeiro passo nesse processo.
Para se ter uma ideia, Minas Gerais já havia avançado nesse sentido: o governador Romeu Zema, do Novo, sancionou a autorização para a entrada no Propag em junho deste ano. O Propag surge como uma proposta para facilitar a renegociação das dívidas estaduais, permitindo uma abordagem mais equilibrada entre o pagamento de débitos e os investimentos necessários nas áreas essenciais.
Importância da Renegociação
Em uma nota divulgada pelo Palácio Guanabara, Cláudio Castro enfatizou que a nova abordagem para a renegociação das dívidas “reconhece a necessidade de equilibrar o compromisso com o pagamento da dívida e a capacidade do governo de investir em políticas públicas essenciais”. Essa declaração reflete a preocupação do governo em garantir que os serviços públicos, como saúde, educação e segurança, não sejam prejudicados pelo alto endividamento.
O Propag permite que estados devedores realizem uma conciliação entre o pagamento das dívidas e a continuidade dos serviços públicos. Essa flexibilidade é crucial, especialmente em um momento em que muitas administrações enfrentam dificuldades financeiras significativas.
Comparação com o RRF
O programa se apresenta como uma alternativa viável ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF). Neste regime, a dívida é corrigida segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), somando um adicional de 4% ao ano. Por outro lado, no Propag, a atualização das dívidas pode ser feita com base no IPCA, limitando a correção a um acréscimo máximo de 2% ao ano. Essa diferença pode representar uma economia substancial para os estados que optarem por essa nova modalidade.
No entanto, é importante destacar que, para aderir ao Propag, os estados precisam quitar parte de seus débitos e atender a uma série de regras fiscais e financeiras adicionais. Isso significa que, mesmo com a possibilidade de renegociação, a responsabilidade fiscal continua a ser um ponto central das discussões.
Dívida Pública do Rio de Janeiro
Atualmente, a dívida pública do estado do Rio de Janeiro é alarmante, somando cerca de R$ 225 bilhões. Desse total, aproximadamente R$ 193 bilhões são devidos à União, enquanto R$ 28 bilhões estão relacionados a contratos garantidos pelo governo federal. Além disso, há R$ 4 bilhões em dívidas referentes a parcelamentos.
Esse cenário desafiador ressalta a urgência da adoção de medidas que não apenas facilitem a renegociação das dívidas, mas também viabilizem investimentos diretos em áreas essenciais para a população. O equilíbrio entre o pagamento das dívidas e o investimento em políticas públicas é uma questão central para a administração estadual.

