Perfil dos trabalhadores do petróleo em Niterói
Apesar de sua paisagem dominada pela Baía de Guanabara, Niterói abriga uma parcela significativa dos profissionais que atuam na indústria de petróleo e gás do Brasil. Segundo o segundo boletim anual do Programa Macrorregional de Caracterização Socioespacial dos Trabalhadores (PMCST), a cidade ocupa a sétima posição nacional em concentração desses trabalhadores, com 2,68% dos entrevistados no levantamento.
O estudo, realizado em 2024, ouviu 24.532 pessoas, representando aproximadamente 38% da força de trabalho envolvida na produção e escoamento nas bacias de Santos, Campos e Espírito Santo. Os dados, que foram divulgados recentemente, agregam informações de dez operadoras do setor em uma análise macrorregional.
Ranking das cidades com maior concentração de trabalhadores
O Rio de Janeiro lidera com 17,4% dos trabalhadores do setor, seguido por Macaé (11%) e Campos dos Goytacazes (7,15%). Outras cidades como Rio das Ostras (4,96%), Santos (4,18%) e Vitória (2,85%) aparecem à frente de Niterói, que está logo depois. Vila Velha (2,21%), Serra (1,74%) e São Gonçalo (1,69%) completam o top 10, totalizando 55,9% dos profissionais pesquisados. Interessante notar que Niterói e São Gonçalo, cidades vizinhas, figuram entre as que concentram esses trabalhadores.
Leia também: Itacoatiara Big Wave 2026: Onda Gigante Pode Surfar Niterói em Breve
Fonte: daquidemanaus.com.br
Leia também: Artwear 5ª edição conecta moda autoral e tecnologia em Pelotas com foco em inovação
Fonte: tcheagora.com.br
Dinâmica da moradia e perfil dos trabalhadores embarcados
Quando se fala em trabalhadores embarcados, a moradia se concentra principalmente no Rio de Janeiro, Campos, Macaé e Rio das Ostras. Niterói, apesar de sua relevância, não está entre essas cidades. O boletim não detalha o perfil específico dos moradores de Niterói.
Renda e estabilidade no setor de óleo e gás
O setor oferece salários elevados, mas nem sempre garante estabilidade. Cerca de 30% dos entrevistados afirmam ganhar mais de R$ 15 mil mensais. Para quase 90% dos trabalhadores, essa atividade é a principal fonte de sustento familiar. No entanto, 63,9% possuem vínculo terceirizado, o que pode indicar menos segurança no emprego. Do total de respostas, 15.650 vieram de terceirizados, enquanto 8.658 são funcionários diretos das operadoras.
Os maiores salários se concentram entre profissionais com ensino superior completo ou pós-graduação, reforçando a valorização da qualificação no setor.
Leia também: Fest In Brasil-África chega a Belo Horizonte com celebração da cultura lusófona
Fonte: soudebh.com.br
Saúde e gênero na indústria do petróleo
Quase todos os trabalhadores (98,5%) contam com plano de saúde privado, mas 44,1% também utilizam a rede pública de saúde, mostrando uma complementaridade no acesso aos serviços médicos.
O setor ainda é predominantemente masculino, com mulheres representando apenas 16,7% dos entrevistados. Entre os trabalhadores embarcados, a presença feminina cai para 6%. Já no trabalho remoto, a participação das mulheres aumenta para 46%. A disparidade salarial também é evidente: homens concentram-se na faixa acima de R$ 15 mil, enquanto a maioria das mulheres está entre R$ 9 mil e R$ 15 mil.

