Dívida bilionária da Refit preocupa economia fluminense
A Refit acumula uma dívida tributária de R$ 14,5 bilhões com o Estado do Rio de Janeiro, conforme levantamento da Secretaria de Fazenda do Rio (sefaz-rj). Esse valor se refere exclusivamente aos débitos da antiga refinaria de manguinhos, sem considerar outras empresas ligadas ao grupo. A magnitude desse passivo expõe um desafio relevante para a arrecadação estadual e para o equilíbrio fiscal da região.
Fiscalização rigorosa e novas medidas contra inadimplência
Em resposta ao cenário, a Sefaz-RJ intensificou a fiscalização sobre as empresas do grupo Refit. Entre as ações adotadas, estão o impedimento da inscrição estadual e a retirada de benefícios fiscais concedidos anteriormente. Além dessas medidas, o governo estadual enviou à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) um projeto para instituir a classificação de Devedor Contumaz, buscando estabelecer mecanismos mais efetivos para combater a inadimplência persistente.
Arrecadação de ICMS no setor de combustíveis dispara
No segundo trimestre, a arrecadação do ICMS proveniente do setor de combustíveis atingiu quase R$ 2,4 bilhões, o que representa um aumento de 77% em relação ao mesmo período de 2025. Esse crescimento reflete a dinâmica da cadeia produtiva e a importância desse segmento para os cofres públicos. A Refit foi procurada para comentar o levantamento, mas ainda não se manifestou oficialmente.
Leia também: Ministério Público do Rio defende falência da refinaria Refit após 10 anos de recuperação judicial
Leia também: Anel Vital: Polêmica em Torno da Morte de Turista Russo no Rio de Janeiro
Orçamento federal e desafios fiscais
Enquanto isso, o governo federal, sob a presidência de Lula, trabalha para a elaboração do Orçamento de 2027 com medidas que limitem as despesas públicas. A Fazenda prevê um espaço fiscal na ordem de R$ 10 bilhões. No entanto, economistas consultados pela Folha de S. Paulo apontam que tais medidas são insuficientes diante da rigidez dos gastos e do avanço contínuo da dívida pública, sinalizando desafios para o equilíbrio das contas públicas.
Novas descobertas e mudanças na exploração de petróleo
Recentemente, a Petrobras identificou indícios de petróleo na região da Foz do Amazonas, o que levou setores do governo e do PT a avaliarem a adoção do modelo de partilha para futuros leilões na Margem Equatorial, conforme reportagem da CNN. Atualmente, os contratos da região seguem o regime de concessão, mas a mudança poderia ser implementada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) para novos contratos, sem necessidade de alterar a legislação vigente. O bloco FZA-M-59, onde a descoberta foi feita, permaneceria sob o regime atual.
Atrasos na divulgação financeira da Ambipar
A Ambipar anunciou o adiamento da divulgação do balanço referente ao segundo trimestre de 2026, que estava prevista para sexta-feira (14), sem informar nova data para a publicação. A empresa explicou que a recuperação judicial impactou a conclusão dos trabalhos de elaboração das informações financeiras. Além disso, a companhia trabalha para liberar os resultados do terceiro trimestre de 2025 e do primeiro trimestre de 2026, que também estão atrasados, segundo o Estadão. A Ambipar reforça seu empenho em concluir a apuração das informações contábeis e financeiras.
Leia também: Interiores Náuticos Sustentáveis: Novos Materiais Transformam o Design de Barcos
Fonte: parabelem.com.br
Fechamento de lojas e impacto no emprego
O Sindicato dos Empregados no Comércio de Osasco e Região manifestou preocupação com o fechamento de unidades da Casas Bahia. Conforme o Valor Econômico, a varejista encerrou 298 lojas e demitiu cerca de 2 mil trabalhadores. O Secor recebeu relatos de funcionários que ainda esperam informações sobre rescisões, FGTS, seguro-desemprego e outros direitos trabalhistas. A entidade acompanha a situação de perto e planeja adotar medidas para garantir o cumprimento da legislação.
Repercussão política da descoberta na Margem Equatorial
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), celebrou a descoberta de evidências de óleo pela Petrobras na Margem Equatorial. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ele afirmou que “um sonho se torna realidade com esta informação”. Alcolumbre destacou que o Amapá batalhou por mais de uma década pelo direito de explorar a região e espera que a descoberta promova desenvolvimento e progresso para a população local. A Petrobras recebeu autorização do Ibama para a perfuração em outubro de 2025, marcando um passo importante para o setor energético do país.

