Início do Festival de Jongo nas escolas públicas
A partir desta quarta-feira (12), a segunda edição do Festival de Jongo nas Escolas Públicas dos Cinco Distritos começa a circular pelas unidades escolares de petrópolis. Organizado pelo Grupo de Artes Afro Serra, o projeto estreia na Posse, no 5º distrito, e seguirá por outros bairros ao longo de cinco meses, levando a tradição do Jongo para cerca de 10 escolas municipais indicadas pela Secretaria Municipal de Educação.
Mulheres negras à frente do projeto
Esta edição destaca o protagonismo feminino negro, com uma equipe formada por Monica Valverde, que responde pela produção e palestras; Maria Eduarda Lacerda e Julia Torquato, que conduzem oficinas de percussão e dança; Eva Lucia Casciano, responsável pela contação de histórias; e Vania Cristina do Nascimento Numa, intérprete de Libras. O diretor rítmico Deivid Preceito também participa, reforçando a ligação com o Afro Serra.
A programação inclui oficinas práticas de Jongo, abordando música, toques e passos dessa manifestação cultural, além de contação de histórias inspiradas no tema “Livros Griôs da Tapera”. A primeira edição do festival, realizada em 2025, superou as expectativas de público, evidenciando a importância de ampliar o acesso à cultura afro-brasileira no ambiente escolar.
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Fonte: bahnoticias.com.br
Jongo como patrimônio cultural e resistência
O Jongo nasceu nas senzalas como expressão de luta e resistência cultural dos negros escravizados. Reconhecido em 2005 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, o Jongo representa a Região Sudeste no Livro de Formas e Expressões. Em Petrópolis, o Afro Serra mantém viva essa tradição há 13 anos, com sede no bairro Mosela e certificado como Ponto de Cultura pelo Ministério da Cultura em 2024.
Além da valorização cultural, o Afro Serra contribuiu para a criação de leis municipais que reconhecem o Jongo como patrimônio imaterial da cidade e instituem o Dia e a Semana Municipal do Jongo, celebrados em 16 de outubro, em homenagem ao jongueiro Jamil Sidney Lopes Neves. O projeto também reforça o cumprimento da Lei Federal 10.639/2003, que obriga o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira nas escolas.
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Fonte: edemossoro.com.br
Agenda do festival e continuidade
O festival, financiado pelo edital “Linhas Livres” do Instituto Municipal de Cultura e Prefeitura de Petrópolis, inicia sua programação no 5º distrito, na Posse, em 12 de agosto. No dia 19, as atividades seguem para as escolas do 4º distrito, em Pedro do Rio, com etapas posteriores previstas para os demais distritos. A iniciativa amplia o acesso à cultura afro-brasileira e fortalece o diálogo entre estudantes e suas raízes culturais.

