Dicas Práticas para Controlar os Gastos
O início do ano é, frequentemente, um período desafiador para o orçamento das famílias brasileiras. Após as despesas de festas, viagens e compras típicas de dezembro, janeiro chega com cobranças acumuladas e a sensação de um aperto financeiro que parece interminável, especialmente enquanto o próximo salário não chega. No entanto, mesmo sem um planejamento prévio, é possível tomar medidas que ajudem a reorganizar as finanças e mitigar os impactos das despesas de fim de ano nos primeiros dias de 2026.
Para a servidora pública Eliana Campos, manter o controle financeiro é essencial para garantir a tranquilidade durante todo o ano. Ela tem o hábito de monitorar de perto o orçamento mensal, evitando assim surpresas indesejadas. “Sempre trabalho com planejamento para não ficar apertada. Isso me traz mais segurança e menos preocupação”, afirma.
O professor Laudemir Araújo também destaca a importância da antecipação nos gastos como uma estratégia efetiva. Segundo ele, realizar um ajuste nas despesas antes da virada do ano pode facilitar a travessia de janeiro de forma mais equilibrada. “Procuro controlar melhor as despesas ainda no fim do ano para começar janeiro de forma mais organizada”, explica.
Historicamente, janeiro é conhecido por ser um dos meses mais pesados para as finanças domésticas. Além das faturas do cartão de crédito, que ficam inflacionadas devido às compras de dezembro, surgem outros gastos, como matrícula escolar, IPVA e IPTU, que aumentam a pressão sobre o orçamento.
A vendedora Julie Maxwellen adverte sobre a importância de reconhecer os próprios limites financeiros. “É fundamental se organizar e gastar apenas o que cabe no bolso. Muita gente termina se endividando por falta de controle nessa época”, observa.
Uma alternativa muito usada para ajudar nesse processo é a regra do 50-30-20, um método de organização financeira que sugere dividir a renda mensal em três partes. De acordo com essa abordagem, 50% da renda deve ser alocada para despesas essenciais, que incluem moradia, contas fixas, alimentação e transporte. Outros 30% podem ser utilizados para lazer e consumo, englobando entretenimento, viagens e serviços de assinatura. Finalmente, os 20% restantes são destinados a prioridades financeiras, como o pagamento de dívidas, investimentos e a formação de uma reserva de emergência.
Implementar esse planejamento pode ser uma excelente forma de enfrentar os primeiros meses do ano com mais tranquilidade e prevenir que o aperto financeiro se prolongue ao longo de 2026.

