Destaques da Alta da Inflação em 2025
A inflação oficial no Brasil, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), registrou um aumento de 0,33% em dezembro, superando o crescimento de 0,18% observado em novembro. Com esse resultado, a inflação acumulada ao longo de 2025 fechou em 4,26%, mantendo-se dentro da meta estipulada pelo governo, que é de até 4,5% em um período de 12 meses.
As informações foram divulgadas nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que revelou que, entre os grupos de produtos e serviços analisados, a maioria apresentou alta em dezembro, com uma exceção significativa: o setor de habitação teve uma queda de 0,33%. O grupo de transportes, por sua vez, foi o que mais contribuiu para a elevação do índice, com uma variação de 0,74%, o que resultou em um impacto de 0,15 ponto percentual no IPCA.
A área de saúde e cuidados pessoais também teve um desempenho positivo, com uma alta de 0,52%, contribuindo com 0,07 ponto percentual para o índice geral. Fernando Gonçalves, gerente da pesquisa, destacou os principais itens que puxaram a inflação para cima: “Os subitens café moído e chocolate, por exemplo, tiveram altas expressivas, com 35,65% e 27,12%, respectivamente”.
O relatório ainda revelou variações regionais notáveis, com a cidade de Vitória apresentando a maior alta acumulada, de 4,99%, enquanto Campo Grande registrou a menor, com 3,14%. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2025, utilizado para medir a inflação para famílias de baixa renda, ficou em 3,90%, inferior ao de 2024, que foi de 4,77%.
Impactos nos Preços de Alimentos e Outros Setores
Além dos itens mencionados, outras altas significativas foram observadas, como a cebola, que teve um aumento de 12%; a batata inglesa, com 7,65%; e as carnes, que subiram 1,48%. A alimentação fora do domicílio também apresentou uma aceleração em relação ao mês anterior, com uma alta de 0,60%.
Vale destacar que o IPCA é um indicador importante, pois apura o custo de vida para famílias que recebem entre 1 e 40 salários mínimos. Para compor esse índice, são coletados preços de 377 produtos e serviços em todo o país, refletindo de forma abrangente a realidade do consumo brasileiro.
Com a inflação se posicionando dentro das expectativas do governo, a expectativa é de que a política econômica continue a buscar o equilíbrio entre o crescimento e a estabilidade dos preços, em um cenário econômico que ainda enfrenta desafios, como a recuperação pós-pandemia e a volatilidade dos mercados internacionais.

