Mercado Petrolífero em Alta
Os contratos futuros de petróleo encerraram a segunda-feira em alta significativa, refletindo as crescentes tensões geopolíticas após o ataque militar dos Estados Unidos à Venezuela, ocorrido no último sábado. O episódio resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, levando o mercado a avaliar um cenário de maior risco para a oferta global do petróleo.
No fechamento do dia, o petróleo tipo Brent, referência internacional, teve um avanço de 1,66%, sendo cotado a US$ 61,76 o barril na Intercontinental Exchange (ICE). O WTI, referência nos Estados Unidos, também apresentou alta, subindo 1,74% e atingindo o preço de US$ 58,32 por barril na New York Mercantile Exchange (Nymex). Esses contratos têm vencimento em fevereiro e março, períodos que concentram maior liquidez e, portanto, refletem mais precisamente as expectativas do mercado em curto prazo.
Reação das Petroleiras
A escalada das tensões na Venezuela teve um reflexo imediato nas ações das petroleiras em todo o mundo. Nos Estados Unidos, as principais companhias do setor encerraram o dia em alta, impulsionadas pela percepção de que os produtores americanos podem se beneficiar com o novo cenário geopolítico. A Chevron (CVX), uma das maiores petroleiras integradas globalmente, viu suas ações avançarem 5,13%, fechando em US$ 163,89. A Exxon Mobil (XOM), maior produtora de petróleo dos EUA, registrou um aumento de 2,54%, sendo cotada a US$ 84,34. Já a ConocoPhillips (COP), especializada em exploração e produção, subiu 2,59%, com suas ações a US$ 99,20.
No entanto, a situação foi bem diferente fora dos Estados Unidos. No Brasil, as empresas do setor petrolífero fecharam o dia em queda, pressionadas pela expectativa de que um aumento na produção de petróleo pelos Estados Unidos, proveniente da Venezuela, possa ampliar a oferta global da commodity e, consequentemente, afetar os preços, impactando negativamente as companhias fora do eixo americano.
Impacto no Mercado Brasileiro
As ações da Petrobras, tanto as ordinárias (PETR3), que conferem direito a voto, quanto as preferenciais (PETR4), que têm preferência no pagamento de dividendos, recuaram 1,67% e 1,66%, respectivamente. Além disso, os papéis da Prio e da Brava, conhecidas por trabalharem com petróleo pesado, que é abundante na Venezuela, também sentiram o impacto, caindo 1,46% e 5,76% no fechamento do dia.
Além disso, a Saudi Aramco, estatal da Arábia Saudita e a maior produtora de petróleo do mundo, apresentou uma leve queda de 0,40%. A gigante chinesa PetroChina viu suas ações caírem 3,27%. Já na Europa, a Shell, uma das maiores petroleiras do mundo, registrou uma queda de 0,78%, enquanto a TotalEnergies e a BP recuaram 0,55% e 0,61%, respectivamente. No Canadá, que também possui um setor relevante de petróleo pesado, as empresas do setor enfrentaram perdas mais acentuadas, com quedas que chegaram a 5,31%.

