Desemprego em Queda, mas População Ocupada Registra Retração
A taxa de desemprego no Brasil registrou um aumento para 6,1% no trimestre que terminou em março de 2024. Esse aumento representa um crescimento de um ponto percentual em comparação ao último trimestre de 2023. Em relação ao mesmo período de 2025, no entanto, o índice apresenta uma diminuição de 0,9 ponto percentual. Apesar da alta em relação ao trimestre anterior, este é o menor percentual de desocupação para um trimestre encerrado em março desde que a série histórica começou em 2012. As informações são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), divulgadas na última quinta-feira (30) pelo IBGE.
Atualmente, o total de pessoas desocupadas no Brasil é de 6,6 milhões. Em contrapartida, o número de trabalhadores ativos chegou a 102 milhões no primeiro trimestre, conforme detalha Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE. “A população ocupada, em geral, teve uma queda de cerca de 1 milhão de pessoas. A segmentação do trabalho informal também caiu, com uma redução de 623 mil pessoas. Isso significa que a diminuição da população ocupada foi fortemente impactada pela retração no setor informal”, afirmou Beringuy.
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A taxa de informalidade no Brasil permanece elevada, alcançando aproximadamente 37% da população, o que equivale a cerca de 38 milhões de trabalhadores em situações informais. O total de empregados com carteira assinada no setor privado é de 39,2 milhões, enquanto o número de trabalhadores autônomos se manteve estável, com 26 milhões de pessoas.
Análise do mercado de trabalho e Setores em Queda
Ao analisar os diferentes setores, nenhum deles apresentou aumento no número de ocupações. Entretanto, três dos dez grupos avaliados registraram diminuições no número de postos de trabalho: Comércio, Administração Pública e Serviços Domésticos. Juntos, esses segmentos perderam mais de 870 mil empregos, adicionando uma camada de preocupação nas perspectivas do mercado de trabalho.
Por outro lado, a massa de rendimentos, que representa a soma total das remunerações dos trabalhadores no país, atingiu um novo recorde de R$ 374,8 bilhões no trimestre encerrado em março. Além disso, o rendimento médio real dos trabalhadores também alcançou um valor histórico, marcando R$ 3,7 mil. Esses dados indicam que, apesar da instabilidade no emprego, os rendimentos dos trabalhadores estão crescendo, o que pode ser um sinal positivo em meio a um cenário desafiador.

