A declaração de Textor sobre a gestão da SAF do Botafogo
John Textor, o empresário à frente da SAF do Botafogo desde 2022, fez um importante pronunciamento sobre o momento conturbado que o clube enfrenta. Em uma entrevista concedida à “ESPN”, ele negou categoricamente que houvesse havido qualquer “quebra de acordo” em sua administração, além de exigir que o clube social desbloqueie na Justiça a entrada de receitas necessárias para a continuidade dos trabalhos.
“Isto não é o Vasco. Não há quebra de acordo. O dinheiro entra e sai o tempo todo, no curso normal da gestão de um clube de futebol, e nossa empresa tem o direito de tomar decisões que são cruciais para manter o funcionamento adequado”, afirmou Textor, ressaltando que suas estratégias financeiras têm se mostrado eficazes, já que resultaram na conquista de dois campeonatos.
Críticas e desafios enfrentados pelo Botafogo
Em meio a um clima de crise financeira e institucional, Textor destacou a resistência de certos membros do clube social, que segundo ele, têm utilizado a imprensa para criticar a gestão atual por questões de financiamento. “Eles continuam a se recusar a assinar documentos que facilitem a entrada de recursos que poderiam estabilizar as finanças do clube. Além disso, o bloqueio judicial de receitas referentes a transferências é alarmante”, completou o empresário, demonstrando preocupação com a situação.
A SAF do Botafogo está em uma fase de incerteza, exacerbada por um processo judicial que envolve John Textor e credores da Eagle Holding Football. Embora Textor tenha os poderes como diretor da Eagle Bidco suspensos, ele ainda exerce a função de gestor do Botafogo, graças a uma liminar que garante sua permanência.
Contexto da Eagle Holding e os desafios financeiros
A Eagle Bidco, subsidiária britânica da Eagle Holding Football, é parte de uma rede que inclui clubes como o Botafogo e o Lyon. A situação se complica ainda mais devido à disputa judicial com a Ares, investidora da compra do Lyon, que busca o controle acionário do grupo no Reino Unido. Em 24 de março, a Justiça do Rio de Janeiro extinguiu um processo que tramitava desde o ano passado sobre a disputa pelo controle da SAF do Botafogo, determinando que o caso fosse mediado pela Câmara de Mediação e Arbitragem da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
A situação do Lyon também não é das melhores. O clube francês chegou a ser rebaixado para a segunda divisão por irregularidades financeiras, que só foram revertidas após o afastamento de Textor em junho de 2025. Desde então, Botafogo e Lyon se acusam mutuamente de dívidas e irregularidades em operações financeiras e transferências de jogadores.
Em resposta às críticas que vêm recebendo, a SAF do Botafogo declarou que buscará na Justiça os valores que acredita serem devidos. “Certamente, existem apoiadores dentro do clube social, apesar do que alguns líderes buscam insinuar. Estou comprometido em esclarecer a situação aos demais membros do clube nos próximos dias”, enfatizou Textor, que se mostra otimista quanto a reuniões futuras que podem alterar a percepção dos envolvidos.
A importância da união para superar a crise
Textor concluiu sua declaração destacando a necessidade de um esforço conjunto para superar os desafios atuais. “Eles dizem que vão esperar 30 dias… Para que esperar? O ideal seria que assinassem os documentos que precisamos para trazer capital. Neste momento, o clube social está mais para um obstáculo do que para uma solução”, finalizou o proprietário da SAF, deixando claro seu desejo de que haja uma colaboração em prol do Botafogo.

