Mudança no Calendário do Rio Open
Desde 2014, o Rio Open acontece anualmente em fevereiro, utilizando a quadra de saibro do Jockey Club Brasileiro. Com a próxima edição já confirmada para o ano que vem, o torneio carioca está se preparando para uma transformação significativa em 2028, quando a ATP adicionará o Masters 1000 da Arábia Saudita ao seu calendário no mesmo mês do evento brasileiro. De acordo com o jornalista português José Morgado, a nova data prevista para o Rio Open deve ser em julho.
A mudança, se concretizada, colocará o torneio carioca perto da data do ATP 500 de Washington, que ocorre logo após o Wimbledon, o terceiro Grand Slam da temporada. Essa nova programação poderá proporcionar um maior fluxo de jogadores e público para o evento, crescendo ainda mais sua relevância no cenário do tênis internacional.
Expectativas para a Mudança de Piso
Além da mudança de data, a organização do Rio Open tem a intenção de mudar a superfície de disputa para quadra dura. Caso a nova programação seja aprovada, a possibilidade de implementar esse novo piso se torna bem mais viável. A expectativa é de que uma nova arena central, com capacidade para 10 mil espectadores, seja construída no Jockey Club Brasileiro até 2027, o que tornaria o evento ainda mais atrativo para atletas e torcedores.
João Fonseca, ex-tenista e atual comentarista, mencionou que já conversou com vários jogadores sobre a dificuldade de se apresentarem no Brasil devido à predominância das quadras rápidas no circuito atual. Ele acredita firmemente que a mudança para a quadra dura seria benéfica para o crescimento do torneio: “A mudança de piso é essencial para o crescimento,” disse ele durante o Rio Open.
Negociações em Curso para a Nova Superfície
O diretor esportivo do Rio Open, Lui Carvalho, revelou que a mudança de piso é uma pauta em negociação há quase sete anos, destacando a importância dessa transição: “Confio que estamos perto de um desfecho feliz para fazer essa mudança. Temos trabalhado para posicionar o evento de forma que a ATP reconheça a América do Sul como um mercado com potencial. Outras regiões têm um circuito mais dinâmico, mas sabemos que essa área possui um potencial incrível,” afirmou Carvalho.
Ele acredita que a mudança para a quadra dura não só ajudará a atrair jogadores de destaque para o Brasil, mas também impulsionará a visibilidade do torneio e o engajamento do público. Com essas alterações, o Rio Open pode não apenas manter sua relevância, mas também se estabelecer como um dos principais torneios do circuito mundial.

