Renúncia Agita Cenário Político de Alagoas
No último sábado, 4 de novembro, o prefeito de Maceió, JHC, confirmou sua renúncia ao cargo, conforme informações obtidas por O GLOBO. Com uma impressionante taxa de aprovação de 75%, JHC está decidido a se lançar em uma nova jornada política, considerando as opções de candidatar-se ao governo de Alagoas ou ao Senado. O cenário eleitoral se torna cada vez mais competitivo, especialmente com a presença de figuras influentes como Arthur Lira e Renan Calheiros.
O anúncio formal da renúncia foi feito durante a entrega de uma etapa do Projeto Renasce Salgadinho, uma iniciativa voltada para a requalificação ambiental da capital alagoana, que ocorreu às 15h. Com a saída de JHC, o atual vice-prefeito, Rodrigo Cunha (PODEMOS), assumirá a prefeitura interinamente.
JHC deixa a gestão municipal com um elevado índice de aprovação. De acordo com pesquisas anteriores, como a do Atlas/Intel, ele obteve 73% de aprovação no ano passado, e um estudo mais recente da Quaest revelou uma alta de 75% em 2024. Conhecido por sua comunicação forte nas redes sociais, JHC é frequentemente comparado ao prefeito de Recife, João Campos, que também está se preparando para disputar o governo de Pernambuco.
A decisão de JHC de renunciar à prefeitura certamente transformará o cenário das eleições em Alagoas, uma vez que sua candidatura se revela promissora. Contudo, a escolha entre o Senado e o governo ainda permanece em segredo.
Movimentações Partidárias e Apostas Eleitorais
Conforme reportado pelo colunista Lauro Jardim, JHC se filiou ao PSDB após deixar o PL, partido que pertenceu ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Maceió se destacou como a capital nordestina que proporcionou o melhor desempenho eleitoral a Bolsonaro nas eleições de 2022, no entanto, a escolha de concorrer ao governo do estado sob a bandeira do PSDB é tida como uma decisão arriscada. Complicando ainda mais a situação, o PL já confirmou apoio à candidatura de Arthur Lira (PP) ao Senado.
Além disso, a dinâmica familiar também está em jogo, uma vez que a mãe de JHC, a senadora Dra. Eudócia, e sua esposa, Marina Cândia, também se filiaram ao PSDB, ampliando as expectativas em torno da campanha. Com a saída de JHC, o cenário político em Alagoas se torna ainda mais intrigante.
Concorrência no Senado e Governo de Alagoas
As disputas pelo Senado e pelo governo de Alagoas prometem ser acirradas, dada a presença de líderes políticos influentes. Recentemente, Arthur Lira (PP-AL) anunciou sua pré-candidatura ao Senado, em um evento que não contou com a presença de JHC. O senador Renan Calheiros (MDB), que almeja a reeleição, é visto como seu principal adversário. O deputado federal Alfredo Gaspar (União), que foi relator da CPI do INSS, também foi convidado pelo partido Novo para se candidatar ao Senado.
Arthur Lira afirmou que se encontra em um momento de “serenidade” e já começou a formar alianças políticas, tendo fechado acordos com partidos como o Republicanos e o União Brasil, além de um entendimento prévio com o PL. Essa movimentação ainda se reflete nas convites que JHC recebeu para se filiar a outras seis siglas durante esta janela partidária.
No que tange à disputa pelo governo de Alagoas, Renan Filho (MDB), que recentemente deixou o Ministério dos Transportes e já foi governador por duas mandatos, é considerado o nome mais forte até agora. O atual governador, Paulo Dantas (MDB), encontra-se em seu segundo mandato e, portanto, não poderá concorrer este ano.
Por fim, é importante mencionar que, em agosto do ano passado, Marluce Caldas, tia de JHC, foi nomeada por Lula como ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ), uma estratégia que visava evitar que o prefeito concorresse ao governo e, assim, endossasse as candidaturas da família Calheiros, especialmente a de Renan Filho. Resta saber se esse acordo será mantido nas próximas eleições.

