Mudanças Inusitadas na Política do Rio de Janeiro
Na próxima segunda-feira (2), o Rio de Janeiro poderá vivenciar uma situação sem precedentes, quando Guilherme Delaroli, presidente interino da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), deve assumir temporariamente o governo do estado. Essa possibilidade é notável, pois Delaroli não faz parte da linha sucessória formal, o que exigiu um acordo para evitar um vácuo de poder no Executivo estadual.
A situação começou a se configurar após a viagem do governador Cláudio Castro à Europa, nesta quarta-feira, onde ele agenda compromissos relacionados ao meio ambiente, energia e tecnologia, em países como Dinamarca, Itália e Inglaterra. O retorno de Castro ao Brasil está previsto para o dia 7 de fevereiro.
Desde a saída do vice-governador Thiago Pampolha, no ano passado, o estado não conta com um substituto imediato para o governador. Assim, a responsabilidade passaria para o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Ricardo Couto. No entanto, Couto também tem compromissos de viagem, o que abre espaço para que Delaroli assuma o comando do Palácio Guanabara, mesmo que temporariamente.
Essa situação é considerada atípica, uma vez que resulta de recentes mudanças na linha sucessória estadual. Além da vacância na vice-governadoria, o presidente titular da Alerj, Rodrigo Bacellar, encontra-se afastado de suas funções, o que faz com que a Casa Legislativa fique sob a direção interina. Diante desse contexto, a sucessão passou a depender de interpretações jurídicas e arranjos administrativos para assegurar a continuidade do governo.
Com a possibilidade de Delaroli assumir interinamente, o estado pode ter como líder um político que não está na cadeia sucessória convencional, criando uma solução excepcional para evitar a falta de liderança. A expectativa é que Delaroli permaneça no cargo por cerca de uma semana, um período que pode servir como um teste político e administrativo para ele.
Esse episódio ocorre em um momento crítico, em que se discute o futuro do governo estadual. Há rumores de que Cláudio Castro planeja renunciar entre março e abril, com a intenção de concorrer a uma vaga no Senado. Se essa informação se concretizar, o presidente do Tribunal de Justiça será novamente convocado para assumir temporariamente e convocar novas eleições indiretas, nas quais os 70 parlamentares terão a tarefa de votar em um novo chefe do Executivo até janeiro de 2027.

