Análise dos Investimentos em Infraestrutura
Nos últimos quinze anos, especificamente entre 2010 e 2024, os investimentos em infraestrutura no Brasil oscilaram em torno de 2% do Produto Interno Bruto (PIB). Essa média, considerada baixa, levanta questionamentos sobre a capacidade do país em atender às crescentes demandas de infraestrutura. O relatório de 2025, elaborado pelo Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada (Sinicon) em parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), destaca a dificuldade em aumentar os investimentos em setores críticos como transporte, energia, saneamento e telecomunicações.
A pesquisa revela que o setor público teve uma queda significativa na sua participação, reduzindo-se de 0,89% do PIB em 2010 para apenas 0,53% em 2024. Em contrapartida, o setor privado conseguiu expandir sua participação durante o mesmo período, aumentando de 1,16% para 1,69% do PIB. Essa transição mostra uma adaptação do mercado, mas ainda assim o volume total de investimentos é insuficiente para cobrir nem mesmo a depreciação da infraestrutura já existente.
Em 2024, os investimentos chegaram a 2,22% do PIB, enquanto a depreciação estimada dos ativos foi de 2,27%. Essa discrepância acentua a perda de qualidade na infraestrutura nacional, afetando diretamente a logística, a competitividade do país e o acesso da população a serviços essenciais. Especialistas alertam que sem uma intervenção eficaz, a deterioração da infraestrutura poderá comprometer o progresso econômico do Brasil.
Necessidade de Elevar os Investimentos
A análise também revela que, para que o Brasil reduza o histórico déficit em infraestrutura e se aproxime da média global, seria necessário aumentar o volume de investimentos para mais de 4% do PIB ao ano. Essa meta, embora ambiciosa, é apontada como crucial para garantir um futuro mais sustentável e competitivo. O estudo ressalta a urgência de uma estratégia mais robusta de investimento em infraestrutura, o que poderia incluir parcerias público-privadas e incentivos fiscais para o setor privado.
Além disso, a falta de uma infraestrutura adequada pode limitar o crescimento econômico e a capacidade do Brasil de competir em um mercado global cada vez mais exigente. Portanto, a implementação de um plano estratégico de investimentos não é apenas uma necessidade, mas uma condição essencial para o avanço do país nas próximas décadas.
Portanto, ao refletir sobre o futuro do investimento em infraestrutura no Brasil, é vital que tanto o governo quanto o setor privado colaborem na criação de um ambiente que favoreça a aplicação de recursos em áreas críticas. Isso não só garantirá a recuperação econômica, mas também melhorará a qualidade de vida da população brasileira.

